Casal: tomar decisões juntos, uma verdadeira arte





É comum haver discordâncias entre você e seu cônjuge? Dicas para aprender como tomar decisões juntos sem discutir ou ficar chateado

 

 

Desde o início do casamento, é comum surgir uma faceta desconhecida e algo decepcionante do cônjuge amado: ele(a) quer impor sua maneira de ver e de fazer as coisas.

“Até agora ele (ela) estava disposto a fazer o que eu queria e agora ele (ela) está frente a mim, se opondo e exigindo o que espera do relacionamento.”

Essa é uma situação comum para muitos casais que começam a viver juntos e que descem, um pouco abruptamente, de sua pequena nuvenzinha. De repente, eles se confrontam e se descobrem como realmente são, com suas qualidades, mas também com suas falhas, suas diferenças e também com seu desejo de ter seu lugar no relacionamento. Então, como podemos aprender a tomar as decisões necessárias como um casal?

 

Conte suas expectativas, suas necessidades, suas esperanças

Esta luta pelo poder e por afirmar-se acaba sendo inevitável. Portanto, é melhor aprender a decidir como um casal do que começar uma luta terrível que só produzirá perdedores. E às vezes sabendo como dar generosamente aquele pouco de poder que desejávamos.

Todas as áreas da vida deverão ser visitadas como casal: organização da vida doméstica, desenvolvimento da carreira profissional, passeios e férias, educação das crianças, gestão financeira, vida social, vida sexual, a fim de nos permitir nos situarmos em relação um ao outro e expressar nossas expectativas, necessidades e esperanças.

 

Da luta pelo poder à partilha do poder

Estes tempos de ajuste não serão, naturalmente, fáceis, mas tornarão possível passar da luta pelo poder ao compartilhamento do mesmo. Uma partilha que levará em conta as diferenças fundamentais: “Eu sou homem”, “Eu sou mulher”, e diferenças particulares relacionadas ao temperamento, à educação, aos talentos.

Diferenças que, em vez de separar, vão enriquecer a relação. E que podemos considerar como presentes de Deus (Cor 12:7). Aceitá-las é sem dúvida um passo importante tanto em nosso crescimento pessoal quanto no de nosso casal, como nos exorta São Paulo (Rm 15,7): “Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus”.

 

Marie-Noël Florant

Fonte: Edifa / pt.aleteia.org