Como era a vida de Jesus como filho de São José





São José: "Seja Deus o meu guia" - O humilde carpinteiro soube acolher o chamado de Deus corajosamente, tornando-se ninguém menos que o homem a quem o próprio Deus chamou de pai!

 

“Jesus muitas vezes preparava a comida, buscava água, lavava as vasilhas e varria a casa”

 

Em suas “Meditações: para todos os dias e festas do ano“, tomo II, Santo Afonso Maria de Ligório nos propõe estas inspiradoras considerações sobre como teria sido a adolescência e juventude de Jesus em Nazaré, vivendo com sua mãe Maria e com seu pai adotivo São José e a eles obedecendo com amor e respeito filial:

 

O exemplo de Jesus Cristo, que nesta Terra quis honrar tão grandemente a São José, era bastante para inspirar a todos uma grande devoção a este preclaro Santo. Desde que o Pai Eterno designou São José para fazer as suas vezes juntos de Jesus, Jesus sempre o considerou e o respeitou como pai, obedecendo-lhe pelo espaço de vinte e cinco ou trinta anos: Et erat subditus illis (E estava-lhes sujeito), o que quer dizer que, em toda aquela série de anos, a única ocupação do Redentor foi obedecer a Maria e a José.

 

A José competia em todo aquele tempo exercer o ofício de governar, como cabeça que era da pequena família; a Jesus, como súdito, o ofício de obedecer. De sorte que Jesus não dava um passo, não praticava coisa alguma, não tomava alimento, não ia repousar, senão segundo as ordens de São José. Punha a mais atenciosa diligência em escutar e executar tudo o que lhe era imposto. “O meu Filho”, assim revelou o Senhor a Santa Brígida, “era tão obediente, que quando José dizia: Faze isto, ou faze aquilo, logo o executava”. E acrescenta que, em Nazaré, “Jesus muitas vezes preparava a comida, buscava água, lavava as vasilhas e varria a casa”.

 

Esta humilde obediência de Jesus nos ensina que a dignidade de São José é superior à de todos os Santos, exceção feita à divina Mãe. Pelo que um douto autor escreve com razão: “É justíssimo que seja muito honrado pelos homens aquele que de tal maneira foi elevado pelo Rei dos reis” (Card. Camer). O próprio Jesus recomendou a Santa Margarida de Cortona que fosse particularmente devota de São José, por ser ele quem o alimentou durante a sua vida: “Eu quero“, disse-lhe (e imaginemos que nos diz o mesmo), “que cada dia pratiques algum obséquio especial a meu amantíssimo pai nutrício, São José“.

 

Para compreendermos as grandes mercês que São José faz aos seus devotos, basta referir o que a este respeito diz Santa Teresa:

 

“Não me lembro de lhe ter pedido alguma coisa sem que ma tenha obtido. Causaria assombro se eu enumerasse todas as graças que o Senhor me concedeu por intermédio deste Santo, e todos os perigos, tanto para o corpo como para a alma, dos quais me livrou. Aos demais Santos parece que o Senhor lhes deu o serem protetores numa só necessidade particular; a experiência, porém, faz ver que São José é protetor universal. Parece que Jesus nos quer dar a entender que, assim como ele na Terra se submeteu voluntariamente a São José, também no Céu faz tudo que o Santo lhe pede. O mesmo experimentaram também outras pessoas, às quais aconselhei que se lhe recomendassem. Quisera persuadir a todos a serem devotos deste Santo, pela experiência adquirida dos grandes favores que ele obtém de Deus. Não conheço pessoa que, honrando-o de maneira particular, não se visse progredir muito na virtude. Desde há muitos anos lhe peço, no dia da sua festa, uma graça especial e sempre a tenho conseguido. A quem não me quiser crer, peço pelo amor de Deus que faça a experiência“.

 

Tomemos São José por nosso especial protetor e poderoso intercessor e não deixemos de nos recomendar a ele todo dia e várias vezes por dia. Multipliquemos as nossas orações nestes dias de sua festa, pratiquemos em sua honra alguma mortificação e digamos muitas vezes:

 

“Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, ó doce Protetor meu, São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção e implorado o vosso socorro e não fosse por vós consolado. Com esta confiança, venho à vossa presença, a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica, pai putativo do Redentor, mas dignai-vos de acolhê-la piedosamente. Assim seja“.

Fonte: Redação da Aleteia