Um Deus que sofre nosso sofrimento





O último dia de março (31) foi dedicado à intensa oração pelo fim da pandemia do novo coronavírus na Catedral Metropolitana de Montes Claros. Os momentos iniciaram pela manhã com a Santa Missa presidida pelo Frei Valdo e concelebrada pelos padres Jânio e Paulo. A adoração a Jesus Sacramentado perpassou todo dia, com a participação de diversos sacerdotes a cada hora. No vazio da Igreja ecoava o clamor de todo povo arquidiocesano, que acompanhava virtualmente a transmissão. Ao fim da tarde, dom João Justino pediu a benção do Santíssimo Sacramento para toda Montes Claros, cidades e famílias da Igreja Particular, na porta da catedral.

 Celebrando a terça-feira da 5ª semana da quaresma, durante a homilia da Missa de encerramento, o Arcebispo Metropolitano pontou a importância das celebrações e adoração, como também a conexão entre o sofrimento de Jesus e o nosso. Na liturgia o Senhor anunciava sua partida, “Eu parto”, e víamos a resistência dos presentes em acreditar, “Quem és tu, então?”. Ainda sim “É ferido e rasga seu coração por amor a nós”, refletiu dom João. 

Imagem: Pascom catedral

 Nas dificuldades atuais, devemos perceber que não vivemos sozinhos a experiência de sofrimento, e que “a elevação de Cristo na cruz é a expressão máxima do Deus que se “esvaziou” por nós, mencionou. A exigência de assumirmos a vida, ainda que sofrida, como “dom e compromisso” permanece. Ademais, que saibamos aproveitar a pandemia para ressignificar as relações consigo mesmo, com os irmãos e com o Deus que sofre conosco.

 

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***Raphael Nery – Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros | (38) 9 9725-1103 (38) 9 8423-8384 ou pelo e-mail: comunicacao@arquimoc.com

Fonte: Raphael Nery