Estudante difamado de “racista” informa que receberá indenizações





O jornal Washington Post seria o segundo veículo da “grande imprensa” condenado a ressarcir o jovem Nick Sandmann; há vários outros na fila de espera

 

 

Em janeiro deste ano, a rede norte-americana de televisão CNN fez um acordo de indenização com o jovem Nick Sandmann, estudante católico de ensino médio de Kentucky, por ter veiculado uma notícia difamatória contra ele após a Marcha pela Vida de 2019. A irresponsabilidade da emissora ao veicular um caso não verificado causou sérios problemas ao jovem, que, em decorrência, passou a sofrer assédios e ataques pessoais.

Agora, em julho, Nick anunciou que será ressarcido por mais um veículo da assim chamada “grande mídia” que repercutiu a mesma difamação contra ele: segundo o estudante, chegou a vez do jornal Washington Post lhe pagar 250 milhões de dólares como indenização.

 

O caso

Vídeo fora de contexto e acusação não verificada

A Marcha pela Vida é um evento de inspiração cristã que acontece anualmente nos Estados Unidos em apoio à vida humana desde a concepção até a morte natural, com ênfase na defesa do nascituro.

Após a edição da marcha de 2019, em 19 de janeiro, a imprensa divulgou um vídeo em que, aparentemente, jovens estudantes do Colégio Católico Covington, de Kentucky, estariam assediando o ativista nativo norte-americano Nathan Phillips enquanto ele tocava um tambor cerimonial.

O vídeo divulgado mostra Nick Sandmann usando um boné com o lema da campanha presidencial de Donald Trump, “Make America Great Again“. O jovem está sorrindo ao lado de Nathan Phillips. Segundo o ativista, os estudantes católicos o teriam assediado bradando a frase “Construam o muro”, em referência à promessa eleitoral de Trump de cercar a fronteira com o México para evitar a entrada de migrantes ilegais. O vídeo viralizou e gerou uma onda de pedidos de expulsão de Sandmann e seus colegas da escola. Até a diocese à qual os jovens pertencem publicou declarações condenando o seu comportamento.

No entanto, descobriu-se em poucos dias outro vídeo que esclarecia o que realmente tinha acontecido.

 

Novo vídeo revela os fatos reais

As novas imagens demonstravam que os jovens católicos é que tinham sido intimidados pelo grupo de nativos norte-americanos e pelos membros dos autodeclarados israelitas hebreus negros (BHI, na sigla em inglês), que fizeram insultos raciais contra os estudantes. A suposta frase “Construam o muro”, que Nathan Phillips alegava ter sido dita pelos jovens católicos, não é ouvida em momento algum de nenhum dos vários vídeos registrados sobre o incidente.

O que as imagens mostram é que foi o ativista Phillips quem se aproximou dos alunos católicos e começou a tocar seu tambor na cara de Nick Sandmann, que não reage e se limita a continuar rezando. Sandmann relatou que sorriu naquele momento para tentar suavizar a situação da qual era vítima, não causador.

A diocese de Covington e o Colégio Católico Covington se retrataram das declarações precipitadas que haviam publicado condenando a supostamente agressiva postura dos jovens, agora comprovadamente desmentida. O bispo dom Roger Foys conversou pessoalmente com os estudantes para lhes pedir desculpas por sua resposta prematura.

 

O processo

Os acordos feito em janeiro com a CNN e agora com o Washington Post fazem parte do processo movido por Sandmann contra vários grupos de mídia no valor de 800 milhões de dólares, por danos morais e prejuízos materiais. Contra a CNN, o processo pedia 275 milhões de dólares; em janeiro, alguns meios de comunicação chegaram a divulgar que o acordo seria de 250 milhões, mas a informação não foi confirmada. Já no caso do Washington Post, o próprio estudante informou o valor.

A defesa do jovem de 16 anos demonstrou no processo as consequências que ele sofreu em seu cotidiano a partir da cobertura midiática difamatória e irresponsável. Seu advogado Todd McMurtry afirmou à rede Fox News, em janeiro, que apresentaria ações contra até 13 acusados, entre os quais os grupos ABC, CBS, The Guardian, The Huffington Post, NPR, Slate e The Hill, além de outros veículos menores.

 

Fake news sem combatem com fatos e não com censura

As verdadeiras “fake news” se combatem na justiça, com o devido processo legal, com base em fatos objetivos e comprovados, com julgamentos transparentes, com amplo direito à defesa e com sentenças que punam severamente os autores dos crimes comprovados.

Ativismo judicial e canetaços autoritários voltados a impor a censura não combatem fake news: apenas perseguem opiniões.

A verdadeira democracia respeita a liberdade de pensamento e de expressão de todos os cidadãos – e, ao mesmo tempo, dá a todos os cidadãos a garantia de que aqueles que disserem o que é falso arcarão com as devidas consequências. Bastaria isso – desde que, obviamente, se quisesse mesmo defender a democracia.

Fonte: Redação da Aleteia / pt.aleteia.org