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Muitas vezes, vê-se confundir amor e misericórdia com a covardia ou o comodismo de não corrigir.

No capítulo XVIII de São Mateus Jesus exorta Seus discípulos, reunidos como Igreja, a corrigirem-se mutuamente.

Há lugar sim para a correção fraterna na Igreja!
Por ser Comunidade de amor, é Comunidade de compromisso, de responsabilidade no seguimento de Cristo.

Não se pode usar o amor para acobertar a covardia, a tibieza, a frieza para com o Senhor e os irmãos e os desmandos na Comunidade! O amor é exigente: “O amor de Cristo nos impele” (cf. 2Cor 5,14).
A infidelidade ao amor a Cristo e aos irmãos é, precisamente, o pecado, que gera a divisão, a desunião, que faz sangrar a Igreja.

Por isso Jesus nos exorta à correção fraterna, desde aquela simples, feita entre irmãos, até a correção formal e mais solene, feita pelo Bispo ou até mesmo pelo Papa, como Chefe Supremo da Igreja de Cristo neste mundo: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo; se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas; se ele não der ouvido, dize-o à Igreja”.

Muitas vezes, vê-se confundir amor e misericórdia com a covardia ou o comodismo de não corrigir.
Ora, a correção é um modo de amar, é um modo de preocupar-se com o outro e com a Comunidade que é ferida pelo pecado e o mau exemplo. A correção pode salvar o irmão.

Quantos escândalos nas nossas Comunidades e em nossas famílias poderiam ter sido evitados se houvera a correção no momento oportuno e do modo discreto e sincero que Jesus nos recomenda!

A omissão em corrigir é covardia, é falta de amor, é pecado de omissão e desatenção pelo irmão.

Certamente, tal correção deverá ser feita sempre com amor, com discernimento, com caridade fraterna.
No VI século, São Bento, na sua Regra para os monges, deu um preceito encantador: “In tribulationem subvenire” – poderíamos traduzir assim: “socorrer na tribulação”. O verbo latino usado foi “sub-venire”: vir por baixo, vir de baixo. Ou seja, socorrer sim, corrigir sim, mas com a humildade de quem vem por baixo para sustentar, amparar e ajudar, para salvar; não vem com a soberba de quem está por cima para massacrar! Corrigir, sim, mas como Deus, que em Jesus, veio por baixo, na pobreza do presépio e na humilhação da cruz!
Aí a correção terá mais chance de surtir efeito!

Se em nossas comunidades de Igreja, se em nossas famílias, sobretudo no comportamento dos pais em relação aos filhos, for retomado o bom e corajoso hábito da correção fraterna e amorosa, certamente a convivência será mais sadia e seremos mais verdadeiros e felizes.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Agora sim entendi o que é uma verdadeira “prova de amor”

“Amor” é uma palavra muito usada. Como se diz aqui na Bahia, muito “manjada”. Ela está na boca de todos, dos santos e dos pecadores. Na boca do pobre, do rico, do amigo, do adúltero, do estuprador, do assassino, etc. Então, como saber se o AMOR é verdadeiro ou só da boca pra fora???

Vamos começar do começo. Uma das coisas mais difíceis para quem ama de verdade, chama-se DISTÂNCIA. Quem ama, quer estar perto. Prova disso é que a morte sempre traz um sentimento horrível, pois é a separação corpórea de duas pessoas que se amam. O amor não suporta a ausência. Santo Afonso dizia: “O amor exige união”.

Um exemplo: o Padre só será feliz no seu ministério se amar Jesus verdadeiramente. Se o amor por Cristo for apenas uma encenação, logo ele irá se cansar da Missa, a oração lhe causará tédio. Se o amor for real, quão feliz ele será.

Jesus, antes de voltar para o seu amado Pai, deixou para nós a EUCARISTIA, sua Presença Real nas espécies do Pão e do Vinho. Por qual razão??? Porque amava o Pai e queria voltar para Ele, mas também nos ama, e quis permanecer conosco. A Eucaristia é o amor em forma de comida.

Então, se alguém me ama de verdade, a primeira coisa que irá me desejar é a SALVAÇÃO eterna. Até porque, para os que creem, a morte não é separação, e sim uma viagem de alguém que amamos para uma terra sem Wi-Fi. Ficaremos um tempo sem comunicação, mas não para sempre. Se eu amo alguém, vou fazer de tudo para que ele ou ela não seja condenado ao inferno. Ver alguém no pecado e fechar os olhos, é o mesmo que dizer: NÃO TE AMO.

A mãe ou o pai que apoia o pecado dos filhos, não os ama de verdade. O namorado que vive tentando a namorada (ou vice-versa) para viverem como casados sem estarem de fato, não ama. O amigo que oferece bebida ao companheiro alcoólatra, não ama. Quem vê alguém na depressão e diz: “vou te ajudar a pular da ponte”, não ama.

Você que está lendo, pode até pensar: “Eu amo, mas não consigo fazer tal coisa”. Santo Antônio de Lisboa te responde, dizendo: “Quem ama, não conhece nada que seja difícil”.

Amar é desejar o Céu, é querer levar o outro ao Céu. Lá onde não existe a palavra “fim”. Onde só existe a palavra “sempre”. Quer amar alguém? Mostre o caminho da salvação.

(Pe. Gabriel Vila Verde)

 

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis will deliver the majority of his remarks in Spanish during his U.S. tour

Vaticano, 07 Nov. 17 / 09:00 am (ACI).- Durante a homilia na manhã de hoje na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu sobre o perigo de perder a capacidade de sentir-se amado e rechaçar a gratuidade da salvação.

Francisco comentou o Evangelho no qual Jesus conta uma parábola em que um homem convida para um grande jantar, mas alguns dos convidados dizem que não poderão estar presentes.

Estavam presos aos interesses a tal ponto que isso os levava a uma “escravidão do Espírito”, isto é, a ser “incapazes de entender a gratuidade do convite”.

“Se não se entende a gratuidade do convite de Deus, não se entende nada. A iniciativa de Deus é gratuita. Mas para ir a este banquete o que se deve pagar? O bilhete de entrada é estar doente, é ser pobre, é ser pecador… estar necessitado seja no corpo, seja na alma”.

“Mas para a necessidade de cuidado, de cura, ter necessidade de amor”, disse Francisco. A gratuidade de Deus “não tem limites”, porque “recebe todos”, indicou e recordou a parábola do Filho Pródigo.

“Mas ele gastou todo o dinheiro, gastou a herança, com os vícios, com os pecados, e o senhor lhe faz festa?”. “Esse não entende a gratuidade da salvação, ele acha que a salvação é fruto do ‘eu pago e o Senhor me salva’. Pago com isso, com isso, com aquilo… Não, a salvação é gratuita!”.

O Pontífice também disse que “a salvação é um presente de Deus ao qual se responde com outro presente, o presente do meu coração”.

Ele também denunciou aqueles que “trocam” um presente com outro e fazem negócios porque Deus “não pede nada em troca”, somente “amor, fidelidade, como Ele é amor e é fiel”.

“A salvação não se compra, simplesmente se entra no banquete”. “Bem-aventurados os que receberão alimento no Reino de Deus”.

E aqueles que não querem entrar no banquete “se sentem seguros”, “salvos do modo deles, fora do banquete” e “perderam o sentido de gratuidade”. “Perderam algo maior e mais bonito ainda, e isso é muito ruim: eles perderam a capacidade de sentir-se amados”.

“Quando você perde a capacidade de sentir-se amado, não há esperança, você perdeu tudo. Isso nos faz pensar na escrita na porta do inferno de Dante: ‘Deixe a esperança’, você perdeu tudo. Peçamos ao Senhor que nos salve de perder a capacidade de nos sentir amados”.

Evangelho comentado pelo Papa:

Lc 14, 15-24

Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.

18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.

21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.

22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar?

Já é tarde da noite e lá fora há um silêncio rural, interrompido somente pelo vento, e que hoje está mais forte, anunciando uma nova estação. A impressão que tenho é que tudo está tranquilo lá fora e aqui dentro de minha alma. Mas não seria só uma impressão?

O fato é que tenho, em minhas mãos, um livro que se tornou meu amigo e conselheiro nesses últimos dias. De autoria do pesquisador e escritor Roberto Shinyashiki e Eliana Dumêt, ele trata sobre diversos assuntos ligados ao relacionamento humano, inclusive o medo de amar. Paro na página que acabo de ler e começo a escrever como que a me certificar do que aprendi, mas também para partilhar com você, leitor, algo que, segundo imagino, lhe fará o mesmo bem que fez a mim. Você já sentiu medo de amar? De relacionar-se com profundidade? Sabe de onde vem esse medo?

O exemplo do camundongo

O escritor narra um experimento realizado pela Psicologia, que responde, de forma figurada, a esta e a outras perguntas ligadas a este assunto: o amor. Um cientista colocou um ratinho em uma gaiola para avaliar o comportamento dele. Ele conta que, no início, o animal ficou passeando de um lado para o outro, movido pela curiosidade. Ao sentir fome, dirigiu-se ao alimento depositado lá. No entanto, ao tocar no prato, no qual o pesquisador havia instalado um circuito elétrico, o animalzinho levou um grande choque, tão forte que, se não desistisse de o tocar, poderia morrer.

Depois do ocorrido, o camundongo correu na direção oposta ao prato. Se pudéssemos perguntar-lhe se ele estava com fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque, com certeza, faria com que desprezasse o alimento naquele momento. Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrou em contato com a dupla possibilidade de morte: pelo choque ou pela fome. Contudo, quando a fome se tornou insuportável, o animal, vagarosamente, foi novamente em direção ao alimento. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligara o circuito. O prato não estava mais eletrificado. Porém, quando quase iria tocá-lo, o ratinho teve a sensação de que levara um segundo choque. Houve taquicardia, os pelos ficaram eriçados e ele correu, mais uma vez, em direção oposta ao prato. Se lhe perguntássemos o que havia acontecido, a resposta seria: “Levei outro choque”. Embora a energia elétrica estivesse desligada, e ele não soubesse disso.

A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa grande tensão e seu objetivo passa a ser o de encontrar uma posição intermediária entre o limite da fome e o da obtenção do alimento, para que tenha certa tranquilidade. Esse estado é chamado de ponto de equilíbrio, porque representa uma posição entre o se fazer alguma coisa, no caso alimentar-se, e, ao mesmo tempo, evitar um novo choque.

O choque de sentir-se rejeitado

É provável que você esteja se perguntando: o que isso tem a ver com medo de amar? Eu diria: Tudo!. Muitas vezes, vemos pessoas ou até nos vemos “tomando choque” sem nem mesmo tocar no “prato”. Basta analisar em quantas ocasiões sentimos vontade de convidar alguém para sair, conversar, ir à praia ou ao cinema, mas não fizemos nada disso temendo levar o “choque do ‘não’”! Ou ainda, quantas vezes deixamos de dizer às pessoas o quanto elas nos fazem bem e quanto as amamos, por medo de que o sentimento não seja recíproco e com isso nos sintamos rejeitados?

Segundo o pesquisador, isso é tomar um “choque sem tocar no prato”.

O fato é que experiências dolorosas do passado podem provocar um medo terrível de novos sofrimentos. O pior é que quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos” estão eletrizados, ou seja, nem todas as pessoas têm as mesmas inseguranças ou outras fraquezas que, algum dia, nos deram um choque.

Segundo estudos científicos, a compreensão do que sentimos é o melhor estímulo de que precisamos para recomeçar.

Ir além do medo de novos sofrimentos

Talvez, hoje, seja o dia propício para fazer uma pausa e pensar: Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar e sobre a profundidade de meus relacionamentos?

Amar é a primeira condição para estarmos em constante comunhão com Deus. Não temos o direito de nos privar dessa vocação maravilhosa que o Senhor imprimiu em nosso coração no ato da criação.

“Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor” (cf. I João 4,7-8).

Que o Mestre do Amor nos encoraje a irmos além do medo e amarmos, com profundidade, aqueles que Ele, em Sua infinita bondade, aproxima de nós.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

“Cura as feridas do meu coração, que causam medo e dor, para poder viver com todas as capacidades que me presenteaste…”

Embora achemos que os mandamentos de Deus são uma imposição pesada, eles são, na realidade, o caminho para o sentido e para a felicidade na vida; um caminho traçado por Aquele que sabe mais do que nós, que nos ama infinitamente e que quer nos ensinar a amar também sem medida.

O caminho contrário, o do mal, é sempre atrativo e nos dá a impressão de que, nele, seremos mais felizes. Mas é um caminho de aparência, cujo destino real é a infelicidade.

O caminho da realização verdadeira é o do amor concreto pelos nossos irmãos – porque em cada um deles, vive Jesus mesmo. Jesus nos ensina que, no fim da nossa vida terrena, não seremos julgados com base em nossas posses ou títulos. “Seremos medidos pelo amor” – e “a medida do amor é amar sem medida”.

Oração

Senhor, eu venho a Ti, me prostro aos teus pés para que Tu conduzas os meus passos.

Ensina-me a percorrer os teus caminhos! Eu não quero viver longe de Ti, do teu amor, do teu abraço consolador. Vem e muda o meu coração!

Reconheço que em muito te defraudei, mas o teu amor pode levantar-me, pode curar-me e pode transformar-me.

Vem e ensina-me a amar, a entender que só em Ti encontrarei felicidade verdadeira, que só Tu podes mudar a minha vida e me mostrar o que mais me convém.

Eu desejo abrir a porta do meu coração à tua presença renovadora, ao manancial de graças que Tu derramas através de teus sacramentos.

Concede-me o dom da alegria! Cura as feridas do meu coração, que causam medo e dor, para poder viver com todas as capacidades que me presenteaste.

Eu confio no teu amor. Tu és o dono da minha vida. Amém.

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Oração composta por Qriswell J. Quero

Originalmente publicado por pildorasdefe.net

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