Tags Posts tagged with "Chile"

Chile

0 77

Defensor das periferias aonde quer que vá, o incansável pontífice argentino, de 81 anos, visitou Iquique

Indígenas explorados, imigração ilegal, escândalos de pedofila na Igreja. O papa Francisco concluiu nesta quinta-feira (18) uma visita ao Chile, marcada por polêmicas, e seguiu viagem para o Peru.

Em sua última missa, em uma praia do Pacífico, no norte do Chile, na presença de 50.000 pessoas, o papa tratou de um dos assuntos mais emblemáticos de seu pontificado: a defesa dos imigrantes.

Defensor das periferias aonde quer que vá, o incansável pontífice argentino, de 81 anos, escolheu a praia de Lobito, a 20 km de Iquique (1.800 km ao norte de Santiago) para proclamar a defesa dos migrantes, um dia depois de defender em Temuco (sul), em meio à tensão pelo conflito mapuche, a unidade e o reconhecimento dos povos originários e condenar a violência.

Mas durante sua visita ao país, destinada em grande parte a restaurar as feridas de uma igreja chilena desacreditada por seu silêncio diante dos escândalos de abusos sexuais do clero, o papa multiplicou as declarações de contrição, ainda que finalmente tenha defendido um bispo acusado de encobrir casos.

“Não há uma só prova contra, tudo é calúnia. Está claro?”, indagou o papa Francisco ao defender o bispo chileno Juan Barros.

Nomeado em janeiro de 2015 pelo papa como bispo de Osorno, Barros, de 61 anos, é acusado por vítimas do sacerdote Fernando Karadima, condenado pelo Vaticano em 2011 por abuso sexual contra menores de idade, de encobrir suas ações.

“No dia que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, aí vou falar”, garantiu Francisco.

 

Apesar da polêmica, o bispo Juan Barros acompanhou o pontífice em sua visita ao país. Em Santiago e Temuco, co-celebrou as missas multitudinárias e também esteve presente em Iquique, onde um abraço do papa inflamou as redes sociais.

 

Na terça-feira, o papa recebeu um pequeno grupo de vítimas de abusos, para os quais manifestou sua “dor” e “vergonha”.

Em uma reunião com religiosos, disse-lhes que tivessem “a coragem de pedir perdão”, consciente da imagem devastadora que estes escândalos tiveram para a Igreja chilena, em baixa em um país cada vez mais secular.

Cerca de uma dezena de igrejas foram alvo de ataques incendiários nos últimos dias por grupos de indivíduos não identificados, em protesto contra a visita do papa argentino.

– Migração e mapuches –

Desde a meia-noite, entre o mar e as montanhas, os fiéis – muitos menos do que o previsto – aguardavam na areia para assistir à última missa de Francisco en Chile.

Nesta região, vizinha ao Peru e à Bolívia, onde um em cada dez cidadãos é estrangeiro, o papa alertou sobre a exploração e a discriminação que os imigrantes sofrem. “Estejamos atentos a todas as situações de injustiça e às novas formas de exploração”, à “precarização do trabalho”, a que se “aproveitem da irregularidade de muitos imigrantes” e à “falta de teto”, disse o papa.

“São necessárias as palavras de Francisco a favor dos estrangeiros que vivem aqui, é necessário que se respeitem as diferenças”, disse à AFP Monserrat Caballero, de 22 anos, proveniente do Equador.

É que o Chile se tornou nos últimos anos destino de imigrantes, principalmente pela fronteira norte, por onde se registra um intenso ingresso irregular de estrangeiros, procedentes principalmente de Colômbia, Haiti, República Dominicana e Equador.

Mais de meio milhão de estrangeiros vivem hoje em situação legal no país, segundo dados oficiais – 3% da população de 17,5 milhões de habitantes. Mas, segundo dados recentes da imprensa, só no ano passado chegaram cerca de 105.000 haitianos e mais de 100.000 venezuelanos.

O papa agradeceu “a presença de tantos peregrinos dos povos irmãos da Bolívia e do Peru – e não fiquem com ciúmes – especialmente dos argentinos, que são a minha pátria”.

Francisco entronizou a imagem de Maria, que tem sua morada na localidade de La Tirana, a 70 km de Iquique, como ‘rainha e mãe’ do Chile.

Antes de seguir para o Peru, onde fará uma visita de três dias, o pontífice se reuniu com um representante das vítimas da ditadura (1973-1990), Héctor Marín Rossel, irmão de Jorge Marín, desaparecido aos 19 anos em 28 de setembro de 1973, poucas semanas após o golpe da ditadura de Pinochet.

“Disse-lhe: ‘papa Francisco, em suas mãos deixo a esperança de encontrar nossos detidos-desaparecidos’”, contou à imprensa Marín, que entregou ao pontífice uma carta durante a reunião celebrada no interior do Regimento de Telecomunicações de Iquique.

No aeroporto, Francisco foi despedido pela presidente chilena, Michelle Bachelet, que o acompanhou em várias etapas de sua visita.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

0 69

SANTIAGO, 15 Jan. 18 / 08:21 pm (ACI).- O Santo Padre foi recebido pela presidenta lhe Michelle Bachellet, pelo Arcebispo de Santiago, Cardeal Ricardo Ezzati; e pelo Presidente da Conferência Episcopal Chilena, Dom Santiago Silva Retamales.

Ao descer das escalinatas, dois menores em trajes típicos lhe entregaram um buquê de flores. Mais adiante Constanza, uma menina, dedicou-lhe a canção de Natal chilena “boa noite Joaninha”.

Entre os presentes, além de autoridades locais, encontravam-se o Núncio Apostólico no Chile, Dom Ivo Scapolo; e o responsável pela comissão da visita papal, Mons. Fernando Ramos.

Esta é a viagem internacional número 22 do Papa Francisco, que se converte no segundo Pontífice em visitar o Chile depois de São João Paulo II, que viajou ao país sul-americano em 1987.

Logo depois de deixar o aeroporto internacional Arturo Merino Benítez, o Papa Francisco realizou sua primeira atividade na capital do Chile ao visitar a paróquia São Luis Beltrán, onde rezou uns minutos frente à tumba do bispo Enrique Alvear Urrutia, o chamado “Bispo dos pobres”, cuja causa de canonização está aberta.

Dom Alvear se destacou por seu notável trabalho com os mais necessitados e sua notável defesa dos direitos humanos.

Fonte: http://www.acidigital.com/

0 90

VATICANO, 11 Jan. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Papa Francisco realizará entre os dias 15 e 21 de janeiro a sua visita pastoral ao Chile e ao Peru, a sua 22ª viagem internacional, com 33 países no total.

Em uma coletiva com os meios de comunicação, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, analisou a agenda do Papa em ambos os países e ofereceu alguns detalhes.

O Papa Francisco visitará o Chile de 15 a 18 de janeiro e logo depois seguirá para o Peru, onde permanecerá até o dia 21 de janeiro.

Burke assinalou que são “dois países que o Papa conhece bem”, pois “viveu no Chile um ano e meio durante o seu noviciado na comunidade jesuíta”. “E visitou o Peru várias vezes e no ano passado recebeu em visita ad limina os dois episcopados”, recordou.

Por outro lado, destacou que São João Paulo II visitou o Chile em 1987 e esteve no Peru em 1985 e 1988.

Afirmou que a visita tem, sobretudo, um “objetivo pastoral” e serão importantes os temas sobre a “paz, a unidade, a esperança e a alegria do Evangelho”.

Em sua opinião, há dois encontros em ambos os países que centrarão a atenção na comunidade indígena.

No Chile, visitará a cidade de Temuco, na região de La Araucanía, onde encontrará os Mapuches, e no Peru visitará a Amazônia, algo que tem uma grande importância, depois do anúncio do Vaticano de que realizará um Sínodo dos Bispos para a Amazônia em outubro de 2019.

Em Temuco, também celebrará uma “Missa muito animada com música e língua indígena”.

Por outro lado, durante a sua visita ao país, Francisco saudará brevemente em algum momento o novo presidente do Chile, Sebastián Piñera.

Em Santiago, em 16 de janeiro, celebrará a Santa Missa no Parque O’Higgins e depois saudará brevemente os bispos. Entre eles, um Prelado que tem 102 anos.

Também estará com 12 doentes e 2 vítimas da ditadura chilena das décadas de 1970 e 1980.

Como já é tradição em cada viagem, o Papa também terá um encontro privado com os jesuítas de cada país.

Sobre a possibilidade de que o Pontífice encontre com vítimas de abusos sexuais, o porta-voz do Vaticano também assinalou que “não está no programa, mas não é impossível. É um tema importante. Os melhores encontros nessas viagens são os privados”.

No Peru, o Santo Padre visitará Puerto Maldonado no dia 19, onde terá um encontro com os povos indígenas, “por isso, esta visita será muito importante”. É “como um primeiro encontro do Sínodo” e, de fato, “estará presente o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, que permanecerá mais alguns dias para preparar o encontro de outubro. Também participará o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM)”.

“Ao visitar Puerto Maldonado, será a primeira vez que o Papa viajará ao coração da Amazônia e será acolhido por uma família indígena”, assinalou Greg Burke.

Neste local, o Papa participará de um encontro “com danças, canções e testemunhos das pessoas” e “entregará a Laudato Si (encíclica sobre o cuidado da criação) em diversas línguas locais”.

No mesmo dia, visitará o “Lar Principito”, um centro da Igreja para ajudar as crianças desta região que foram exploradas. Destacarão as “canções, danças e o testemunho de uma menina que foi ajudada por este centro”.

O Santo Padre também almoçará com alguns representantes da Amazônia e estará acompanhado pelo Vigário Apostólico da região.

“A ideia era visitar um bairro pobre de Lima, mas não será possível, mas algumas crianças de um dos bairros mais pobres estarão no Palácio Presidencial, ao lado da Orquestra Infantil de Manchay”, acrescentou Burke.

No dia seguinte, o Pontífice viajará a Trujillo, cidade peruana visitada por São João Paulo II. “Esta cidade sofreu inundações nos últimos meses, causando numerosas mortes”. Neste local, será celebrada uma Missa da qual participarão cerca de 500 mil pessoas.

Precisamente, o Santo Padre percorrerá em papamóvel o bairro de Buenos Aires, “uma zona da periferia muito atingida pelas inundações” e será acompanhado pelos “cavalos de raça peruana”.

“No último dia, o Papa visitará o Santuário do Senhor dos Milagres e rezará com 500 religiosos de vida contemplativa. Em seguida, rezará dia das relíquias de vários santos peruanos”.

No Chile, pronunciará 4 discursos e 3 homilias e, no Peru, 5 discursos e também 3 homilias.

Além disso, no Chile, usará 3 papamóveis: 2 foram utilizados durante a visita do Papa aos Estados Unidos em setembro de 2015 e o outro, durante a sua visita à Bolívia em julho do mesmo ano.

No Peru, também usará 3 papamóveis utilizados durante sua visita apostólica à Colômbia em setembro de 2017.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Galeria de Fotos