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Deus

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E, no entanto, Jesus Cristo e a doutrina cristã afirmam que o inferno existe. Como é que “funciona”, afinal?

Muitas pessoas, inclusive entre as que se consideram cristãs, afirmam que não acreditam na existência do inferno. A grande maioria delas não acredita porque nunca recebeu uma explicação adequada do que é o inferno.

De modo semelhante, a mesma falta de explicação adequada gera entendimentos errôneos entre aqueles que acreditam na sua existência. E, entre estes, um dos erros mais frequentes é o de achar que seria Deus quem manda pessoas para o fogo eterno.

Não é.

A revista católica “Pergunte e Responderemos” tratou do assunto em sua edição número 3, de julho de 1957, na páginas 10 a 12. Reproduzimos um trecho:

É frequente conceber-se o inferno como castigo que Deus inflige de maneira mais ou menos arbitrária, como se desejasse impor-se vingativamente como Soberano Senhor; o réprobo seria atormentado maldosamente por demônios de chifres horrendos, em meio a um incêndio de chamas e por aí afora. Não admira que muitos julguem tais concepções inventadas apenas para incutir medo; não seriam compatíveis com a noção de um Deus Bom.Na verdade, o inferno não é mais do que a consequência lógica de um ato que o homem realiza de maneira consciente e deliberada aqui na terra: é o indivíduo quem se coloca no inferno.O inferno vem a ser primariamente um estado de alma; seria vão preocupar-se com a sua “topografia”. Não é Deus quem, por efeito de um decreto arbitrário, manda para lá a criatura.Admitamos que um homem nesta vida conceba ódio a Deus (ou ao Bem que ele julgue ser o Fim último, Deus) e O ofenda em matéria grave, empenhando toda a sua personalidade (com pleno conhecimento de causa e liberdade de arbítrio); essa criatura se coloca num estado de habitual aversão ao Senhor. Caso morra nessas condições, sem se retratar do ódio ao Sumo Bem, nem sequer no seu íntimo, que sorte lhe há de tocar?A morte confirmará definitivamente nessa alma o ódio de Deus, pois a separará do corpo, que é o instrumento mediante o qual ela, segundo a sua natureza, concebe ou muda suas disposições. Depois da morte, tal criatura de modo nenhum poderá desejar permanecer na presença de Deus; antes, espontaneamente, quererá afastar-se d’Ele. Não será necessário que, para isto, o Juiz supremo pronuncie alguma sentença. O Senhor apenas reconhecerá, da sua parte, a opção tomada pela criatura. Ele a fez livre e respeitará esta dignidade, sem forçar ou mutilar em hipótese nenhuma o seu livre arbítrio.Eis, porém, que desejar afastar-se de Deus, e permanecer de fato afastada, vem a ser, para a alma humana, o mais cruciante dos tormentos. Com efeito, toda criatura é essencialmente ligada ao Criador, do qual reflete uma imagem ou semelhança; por conseguinte, ela tende, por sua própria essência, a se conformar ao seu Exemplar (é a natureza quem o pede, antecedentemente a qualquer opção da vontade livre). Quando o homem segue esta propensão, ele obtém a sua perfeição e felicidade.Caso, porém, ele se recuse, a fim de servir a si mesmo, não pode deixar de experimentar os protestos espontâneos e veementíssimos da natureza violentada. A existência humana torna-se então dilacerada: o pecador sente, até nas mais recônditas profundezas do seu ser, o brado para Deus. Esse brado, no entanto, ele o sufocou e sufoca para aderir a um fim inadequado, fim que ele não quer largar apesar do terrível tormento que a sua atitude lhe causa. Na vida presente, a dor que o ódio ao Sumo Bem acarreta pode ser temperada pela conversão a bens aparentes, mas precários; pela auto-ilusão; já na vida futura não haverá possibilidade de engano!É nisto que consiste primariamente o inferno. Vê-se que se trata de uma pena infligida pela ordem mesma das coisas, não de uma punição especialmente escolhida , entre muitas outras, por um Deus que quisesse “vingar-se” da criatura.Em última análise, no inferno só há indivíduos que nele querem permanecer. A este tormento espiritual se acrescenta no inferno uma pena física, geralmente designada pelo nome de fogo; um sofrimento que as demais criaturas acarretam para o réprobo, e acarretam muito naturalmente. Sim; quem se incompatibiliza com o Criador não pode deixar de se incompatibilizar com as criaturas, mesmo com as que igualmente se afastaram de Deus (o pecador é essencialmente egocêntrico), de sorte que os outros seres criados postos na presença do réprobo vêm a constituir para este uma autêntica tortura (não se poderia, porém, precisar em que consiste tal tormento).Por último, entende-se que o inferno não tenha fim: há de ser tão duradouro quanto a alma humana, a qual, por sua natureza, é imortal. Deus não lhe retira a existência que lhe deu e que, em si considerada, é grande perfeição. Embora infeliz, o réprobo não destoa no conjunto da criação, pois, por sua dor mesma, ele proclama que Deus é a Suma Perfeição, da qual ele se alheou (é preciso que nos lembremos bem: Deus, e não o homem, é o centro do mundo).Não se pense em nova “chance” ou reencarnação neste mundo. Esta, de certo modo, suporia que Deus não leva a sério as decisões que o homem toma, empenhando toda a sua personalidade; o Senhor não trata o homem como criança que não merece respeito. De resto, a reencarnação é explicitamente excluída por uma gama de textos da Sagrada Escritura.Eis a autêntica noção do inferno, que às vezes é encoberta por descrições demasiado infantis e fantasistas.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

No Natal somos chamados a contemplar JESUS SALVADOR, Emanuel, Cristo, a não ter medo. O amor na fé vence todos os medos.

Todos nós no nascimento recebemos um nome que nos acompanha por toda a vida, nos identifica, manifesta quem somos. O nome na Bíblia muitas vezes é dado por Deus, outras vezes Deus muda o NOME para revelar aquilo que quer de nós.

O nascimento de Jesus narrado pelo evangelista Mateus é de uma simplicidade divina que nos convida a ler e reler com o coração, com amor. 
O mistério de Deus que pela força do ESPIRITO SANTO gera no seio da Virgem Maria o Verbo eterno.
A noite de José, homem justo que no sono é tranquilizado pelo anjo: não tenhas MEDO José, o que aconteceu é obra do Espirito Santo e o menino você o chamará

1. JESUS, o salvador, aquele que vem salvar. É o nome mais doce, o centro do amor, o próprio AMOR, toda a CIÊNCIA, a plenitude da vida está neste nome santo.
2. EMANUEL, Deus conosco. Realiza-se a profecia de Isaias e de todos os profetas: não um Deus distante mas um Deus que vem habitar no meio de nós se viabiliza.
3. Tu és o Cristo, o consagrado, o enviado, o ungido do Senhor, o PROFETA, o REI, o SACERDOTE.

No Natal somos chamados a contemplar JESUS SALVADOR, Emanuel, Cristo, a não ter medo. O amor na fé vence todos os medos.
E José acolheu Maria na sua casa.
O mistério de Deus pode nos dar medo mas Deus sempre nos mandará um anjo para nos dizer “não tenhas medo”.
No mistério da encarnação com a vinda de Jesus todos os medos foram destruidos.
José que teve medo mas venceu o medo, nos ensine a não ter medo e a receber na nossa casa e em nós Maria grávida do Verbo eterno Jesus, Emanuel, Cristo nossa salvação.
Amém!

Fonte: https://www.comshalom.org/

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“Se ele sofre, por que não faz nada?”

Quantas vezes você e eu dissemos algo como: “Mas que coisa horrível! Não é possível que, com essa, Deus não faça nada!” Após cada notícia de terremoto, enchente, tsunami, escândalos de pedofilia, assassinato em massa, tráfico de crianças, sites ensinando o passo a passo da pedofilia, corrupções políticas deslavadas, populações dizimadas pela fome, milhões de abortos praticados impunemente a cada dia, pessoas inocentes incendiadas por brincadeira, surgem perguntas perturbadoras: “Por que Deus não faz alguma coisa para acabar com isso?”, “Onde está Deus que não vê isso?”

Deus vê, sim. Deus “chora” e sofre como Jesus chorou e sofreu pela dureza de coração de Jerusalém. Sua dor é imensa. Ele não é indiferente à nossa condição, pois, em Jesus, tem um coração humano, com os mesmos bons sentimentos que o nosso, só que muito mais pungentes, pois ele é Deus, puríssimo, perfeitíssimo. O pecado não o tocou, não o recobriu com sua couraça de pedra dura.

“Se ele sofre, por que não faz nada?” A questão é que ele espera. Deus espera. Há uma frase preciosa do Pe. Libânio: A esperança é a fé no amor. Assim Deus espera. Ele nos ama, nos dá seu amor para que tenhamos forças para amar com o amor dele. Conhece seu plano de amor para cada um de nós e confia na correspondência ao amor com amor. Crê em nossa conversão para o amor, para ele. Por isso, espera.

De nossa parte, também nós cremos no amor de Deus. Também cremos que ele pode fazer qualquer coisa por amor a nós. Também esperamos a manifestação do seu amor diante daquilo que nos faz sofrer, questiona e escandaliza.

Essa esperança que vem da fé no amor é chamada de “paciência histórica”. Deus espera a ação do amor humano, no qual crê. Nós esperamos a ação do amor de Deus, porque cremos nele. Se Deus não cresse no amor humano, dado gratuitamente por ele, não creria em sua própria ação redentora! Se nós não crêssemos no amor de Deus por nós e por todos os homens, não esperaríamos que “ele fizesse alguma coisa”.

A questão é que nós temos pressa. Não aguentamos mais conviver com tanta sujeira, tantas catástrofes, tanta bandalhice. Deus, porém, tem mais pressa do que nós. Ele mesmo disse pela boca de Jesus: “Vim trazer fogo à terra e o quanto gostaria que já tivesse se espalhado, que fosse mantido aceso”. Como se vê, Deus também tem pressa. Ocorre que seu amor é maior que sua pressa e ele, pacientemente, espera. Espera que tenhamos reações de amor e não de ódio. De humilde paciência ao invés de arrogante revolta. Espera que ajamos como nos ensina o Evangelho. Espera porque não quer perder nenhum de nós. Um sequer!

Nós também esperamos. Algumas vezes, porque pensamos não ter jeito mesmo. Balançamos a cabeça, dizemos alguma coisa entre os dentes e continuamos nossa vida. Outras vezes, procuramos fazer algo, pois entendemos que a responsabilidade é da humanidade inteira. Por fim, esperamos porque cremos no amor de Deus e confiamos que ele sabe melhor que nós o que fazer.

No ano de 2010, o povo chileno deu-nos dois impressionantes testemunhos de esperança. O primeiro, no terremoto avassalador do início do ano. O outro, já no segundo semestre, com os mineiros presos a centenas de metros de profundidade. Em que esperaram as vítimas? Porque esperaram? Porque acreditavam no amor. No amor de seus irmãos, sempre solidários com os terremotos que sofrem a cada vinte anos. Criam no amor que os buscaria entre os escombros ou no fundo da mina. A fé no amor resultou em esperança e amor, esperança e fé resultaram na salvação – dos escombros do terremoto e da imensa e impenetrável rocha sobre o exíguo refúgio.

Assim, também, para nós. A fé no amor de Deus gera a esperança e amor. Esperança e fé resultam na salvação da morte eterna. A salvação, essa, só o Amor feito homem nos pode dar.

Maria Emmir Nogueira

escritora e cofundadora da Comunidade Católica Shalom

Arquivo Formação Shalom (20 de dezembro de 2010)

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Muitos falsos pastores usam e abusam do nome de Deus

Não tomar o nome de Deus em vão. Isso não é apenas um conselho ou uma recomendação, é mandamento de Deus.

O povo do Antigo Testamento radicalizava: nem ousava pronunciar o nome que Deus, revelou a Moisés na Sarça Ardente. Enquanto que, hoje, usa-se o nome de Deus para justificar guerras e ataques terroristas.

Existem pessoas que, de maneira menos violenta, mas igualmente pecaminosa, usam o nome de Deus para conseguirem seus objetivos. Lembro-me daquela mãe, que dizia à filha dela que Deus lhe tinha revelado que ”aquele rapaz não era o ideal para ela”. Isso é colocar o nome de Deus em vão. E, ainda, há muitos falsos ”pastores” enganando o rebanho deles, para conseguirem lucro fácil: usam e abusam do nome de Deus.

Antes de dizer que: “Deus lhe disse, que revelou, que apareceu” – pense duas vezes. Podemos ter visões, mas isso não significa que Ele apareceu. Podemos ter ”locuções”, mas isso não significa que Ele falou. Costumamos criar Deus à nossa imagem e semelhança, invertendo a ordem da criação. No fundo essa atitude de ”fingimento espiritual”, esconde uma grande presunção.

Não esqueçamos que o coração de Jesus se revela manso e humilde. A mansidão e a humildade são características marcantes da pessoa verdadeiramente piedosa. Deus nos deu liberdade para sermos ”gente”. Vamos deixar Deus ser Deus.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Pode Deus falar com o homem de forma clara? Será que Ele nos conhece mesmo pelo nome?

Nunca fui de acreditar em fórmulas mágicas. Como todo arquiteto, sempre procurei planejar bem, calcular e avaliar para depois executar algo. Como diziam meus antigos professores: “Nossa profissão exige responsabilidades que não nos permitem esperar surpresas”.

Posso dizer que não é fácil ser assim. Metricamente fechado para as novidades… Cuidadosamente seguro quanto a situações que possam permitir desarrumações. De fato, ninguém consegue ser assim sempre. Justamente porque, quando queremos ser amigos de Deus, “as agradáveis surpresas são inevitáveis”, como diria o teólogo Hans von Balthasar.

Aos poucos, procurei entender no que consistia o seguinte provérbio bíblico: “O coração humano planeja seu rumo, mas é o Senhor quem lhe firma os passos”. E é neste universo de realidades práticas de nosso dia a dia, aberto às surpresas, que eu gostaria de contar uma simples e desconcertante história que aconteceu comigo.

Minha esposa engravidara, era nosso segundo filho. Já tínhamos a alegre Ana Gabriela, sempre sorridente, com sua energia contagiante! Mas enquanto não sabíamos o sexo do bebê que viria, especulávamos o nome que daríamos ao nascer. Época apaixonante! Expectativas mil! Imaginamos vários nomes! Nossos dias eram assim: “Se for menina… e se for menino?” “Que tal este nome? Ah, eu prefiro este…” Era engraçado. Até que eu propus à minha esposa colocar em nosso bebê o nome “Caio”. Ela gostou mas ficou pensativa. Fez sinal de afirmativo e, como quem quer contar um segredo, falou em uma voz suave seguida de uma piscadela: “Eu tinha pensado no nome Rafael, acho lindo este nome. É forte e terno”.

Nesse momento me lembrei como teria sido pra Jesus não contrariar sua mãe quando ela lhe pedira para ajudar os noivos de Caná.

Ali com a minha esposa, só escutava em minha mente o famoso versículo: “Façam tudo o que ele vos disser.” Na minha fraca exegese, sempre imaginei Jesus se esforçando para atender o pedido da “Mulher” sua mãe da melhor forma. Logo percebi que talvez eu devesse abrir mão do nome que eu tivera escolhido e abraçar o belíssimo nome Rafael, escolhido pela minha esposa. Mas será?

Eu precisaria de algo a mais. Como católico, eu sabia que o nome de uma pessoa traz em si sua missão. O nome carregaria ali uma unção particular. Se o nome é algo tão importante para o homem, também deve ser importante para Deus! Pois aprendi com São João Paulo II que a alegria de Deus é a vida do homem.

Se somos tão amados por Deus, poderia a providência divina ajudar alguém numa escolha simples como esta? Será que o próprio Deus se interessaria pelo nome do meu filho?

Meus caros, estamos acostumados a escutar que Deus faz grandes milagres. Coisas impossíveis são possíveis a Deus! Mas o quanto nossa vida seria diferente se nas coisas mais corriqueiras e simples suplicássemos pela sua providência.Permaneci com o coração inquieto e me coloquei em oração na capela do Shalom.

Fiquei em silêncio e bendisse a Deus pelo nosso novo filhinho que viria e pedi a Deus que me ajudasse a chamá-lo pelo nome. Assim foi minha simples oração:

“Pai, o Senhor disse nos conhecer antes do ventre de nossa mãe, nos gera em ti, nos chama e cuida de nós antes mesmo do nascimento. Senhor, que conhece o nosso filho antes de nós mesmos, ajude-nos a chamá-lo também pelo nome que o Senhor já chama. Simplesmente porque queremos amá-lo como o Senhor já o ama.”

Nesse breve momento de amizade com Deus, onde podemos falar o que quisermos, onde podemos ser quem nós somos, olhei para a Bíblia sobre o meu colo e pensei que talvez o Senhor quisesse me dar uma palavra de confiança nEle.

Não gosto de abrir a Bíblia e ler na primeira palavra que encontrar. Apesar de saber que Deus pode tudo, nunca fui de simplesmente abrir as Sagradas Escrituras e acreditar que Deus ali falaria e mudaria a minha vida de forma tão providencial. Porém, posso afirmar, não acreditava até aquele momento. Aquele dia perecia ser diferente. Parecia que um amigo queria me contar seus planos, que alguém muito próximo gostaria de me confidenciar um segredo. Foi quando decidi abrir a palavra de Deus. Ao abrir a Bíblia, um nome me saltou aos olhos. Naquela página da Sagrada Escritura aberta sobre o meu colo, li o versículo que dizia: “Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor. Ao ouvir estas palavras, eles ficaram fora de si e, tremendo, prostraram-se com o rosto por terra. Mas o anjo disse-lhes: A paz seja convosco: não temais.” (Tb 12,15)

Estas palavras pareciam ter fogo! Era como se eu escutasse o próprio Deus pronunciando o nome “Rafael”.

Pode Deus nos ajudar em todos os momentos? Eu respondo: como não nos ajudaria Aquele que nos conhece antes mesmo de sermos formados no ventre materno! Hoje com 1 ano, nosso pequeno Rafael é a própria “cura de Deus” para nós! Compreendi ainda mais a providência amorosa de Deus que quer conduzir o homem a uma experiência concreta, forte e segura, no dia a dia.

Espero pelo dia em que poderei explicar ao nosso filho que o nome dele foi pronunciado amorosamente por Deus antes mesmo do papai aqui! E que o meu amor por ele é reflexo do amor apaixonado do Pai do céu, Pai das misericórdias, Pai da providência! Percebi ainda que minha esposa é este canal da graça de Deus na nossa família, o socorro do Pai que se manifesta a cada dia! Minha esposa ficou muito feliz e hoje nosso Rafael nos apaixona a cada dia! Ele, mesmo sem saber, nos faz rezar por todos os Rafaéis, Marias, Gabrielas, Joanas, Terezas… que, infelizmente, não chegaram a ser chamados pelo nome porque tiveram suas vidas interrompidas pela cultura de morte, mas que o Pai do Céu, que conhece nossas vidas mais do que a nós mesmos, que nos ama e gosta de nos chamar pelo nome, acolhe com um abraço de eternidade! Hoje, nosso Rafael nos faz entender o quanto a vida do homem é a alegria de Deus! E em Breve direi tudo isso a ele!

Eduardo Bezerra
Fonte: https://www.comshalom.org/

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Entenda a diferença – e se permita ser mais feliz, inclusive nas horas difíceis!

Dentro da espiritualidade cristã, Deus é a própria Felicidade, pois Ele é a Realização Plena do Ser e a felicidade consiste em realizar-se plenamente.

Atenção: a felicidade não consiste em “ter-se realizado plenamente” – ela consiste em “realizar-se plenamente”, em “estar-se realizando plenamente”. A felicidade é um processo em andamento, é um agora, é um hoje, e não o efeito estático de um “ontem ideal”. Deus é Felicidade Plena porque Deus É – sempre! E nós podemos ser felizes ao participar o mais plenamente possível do ato de ser (e ser é muito mais que ter, fazer, saber…).

Felicidade, portanto, tem a ver com a intensidade com que somos.

Por isso mesmo, nem sempre a felicidade se manifesta de maneira “festiva” e exteriormente “exultante”: muitas vezes, nossos sentimentos podem estar “em baixa”, com as típicas e naturais variações do humor que afetam todo ser humano. Acontece que a felicidade não é um “sentimento”, nem um quadro médico de perfeito equilíbrio dos hormônios ou dos neurotransmissores: a felicidade é uma atitude consciente, é uma decisão consciente de vida, é a postura de quem reconhece com realismo, serenidade e maturidade que está em processo contínuo de “realizar-se”, de crescer no próprio ser, inclusive em meio às provações e dificuldades mais desafiadoras.

Mesmo nos momentos de profundo desânimo sentimental, nos quais a “sensação” de alegria se apaga em trevas espessas, a pessoa que é feliz em seu espírito e em sua consciência se mantém serena, estável: ela enfrenta com determinação e força as “sabotagens” do humor e dos sentimentos, pois não perde de vista a constatação objetiva de que as circunstâncias externas serão sempre variáveis – e de que é nelas que exercitamos, vivencialmente, o ato presente de ser, de “realizar-nos”, o ato presente de escolher livremente, agora, entre aquilo que importa de verdade (ser) e aquilo que é auxiliar (ter, saber, fazer…).

A felicidade é uma questão de perspectiva no momento presente; é uma atitude positiva e decidida, sempre no agora, de aprendizado, de escolha, de crescimento, de superação e de aperfeiçoamento contínuo, quaisquer que sejam as circunstâncias; a felicidade não é um distante e abstrato ponto futuro de chegada: a felicidade é o próprio trajeto, é o próprio processo de realizar-se, consciente e perseverante. Agora. Não ontem, nem amanhã.

É claro que também há momentos, e são muitos, nos quais a felicidade coincide com a alegria – mas felicidade e alegria não são a mesma coisa. Alegria é um estado de bom humor, de sentimentos “leves”; por isso mesmo, é uma “sensação” que vai e vem. Aproveite os momentos de alegria e seja grato por experimentá-los. Mas, para a sua felicidade verdadeira, não os confunda com… a felicidade verdadeira.

Fonte: Aleteia

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“Honraremos aqueles que foram morar com Deus”, completa o jogador que sobreviveu à tragédia da Chapecoense

O jogador Alan Ruschel, da Chapecoense, sobrevivente da tragédia com o voo da LaMia na Colômbia, deu mostras da sua fé e gratidão pelo milagre da vida e da recuperação ao postar a seguinte mensagem na rede social Instagram:

Os planos de Deus são maiores que os meus, tão grande que eu não posso imaginar?? Obrigado a todos pelo carinho,pela força, pelas orações e pensamentos positivos. Seguimos na luta e honraremos aqueles que foram morar com Deus. Pai, peço que ampare seus familiares e que os conforte!! Deus, obrigado pela misericórdia deste milagre, o Senhor é maravilhoso. OBRIGADO! ????

ALIANÇA

O lateral esquerdo da Chapecoense comoveu o mundo quando chegou em estado de choque ao hospital, na Colômbia, mas não parou de perguntar por sua família. Ele fez um pedido arrepiante à equipe médica:Guardem a minha aliança“!

SALVO POR UMA CRIANÇA

O resgate de Alan Ruschel também chamou a atenção do planeta por causa da surpreendente ajuda de um adolescente desconhecido, que, no caos daquela noite chuvosa, guiou os bombeiros até o local da tragédia.

FONTE: ALETEIA BRASIL

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Se fomos criados para a felicidade, por que Deus permite que soframos?

A pessoa humana foi criada para a felicidade. Ninguém gosta de tristeza,  sofrimento ou dor. Porém, tais movimentos nos levam a pensar sobre nossa atitude diante do sofrimento e da dor. É possível tomar consciência de que o sofrimento está presente no mundo em múltiplas formas e manifestações e, que não podemos fugir dele de forma alguma. Sendo assim, resta-nos três caminhos: a revolta, a indiferença ou a aceitação. A revolta leva a pessoa ao desespero; a indiferença nos torna estáticos, deterministas, estoicos; a aceitação comunica-nos a paz e alegria profundas próprias do cristãos: seguidores e imitadores de Jesus Cristo.

O sofrimento na Biblia

O homem bíblico, desde o Gênesis ao Apocalipse, pergunta-se por que o sofrimento e como libertar-se dele. Antes da vinda de Jesus o sofrimento aparece como uma estrada sem saída, fruto do pecado e como castigo de Deus pelo bem não realizado. O grito que perpassa toda a Sagrada Escritura é o pedido a Deus que nos liberte da dor e que nos dê a força necessária para suportá-la. Os salmos são o livro do homem sofredor que, na sua breve existência, depara-se com todo tipo de dor: física, moral, espiritual, a solidão, o abandono dos amigos, a lepra que devasta, a perseguição dos inimigos…O livro de Jó, que podemos considerar como o grande tratado antropológico da dor, faz-nos ainda mais críticos diante do sofrimento.

O sentido de impotência que nos advém quando nos deparamos com a dor deixa-nos ainda mais angustiados. O que fazer diante das pessoas que sofrem, e como reagir diante do nosso próprio sofrimento? Se Deus-amor não quer que o homem sofra, por que permite o sofrimento? São perguntas que, provavelmente, nunca terão uma resposta que nos deixe totalmente satisfeitos.
A repugnância à dor está inscrita no nosso coração e todos somos chamados a lutar contra ela. Superar a dor é caminho promissor para se chegar à felicidade plena.

Jesus nos ensina a amar a cruz

O encontro com Jesus de Nazaré, o amor que tenho para com Ele, a leitura do Evangelho e o desejo de imitar sua vida têm-me feito compreender melhor o caminho da dor. Aliás, fora de Jesus, não creio que encontremos resposta para coisa alguma. A vida tende para Jesus e por Ele somos atraídos e seduzidos. Contemplando-o nos vários momentos de sua existência terrena sabemos descobrir o caminho novo. A novidade trazida por Jesus é que Ele encerra o tempo das promessas e abre o tempo da realidade. Ele nos ensina como viver, amar, sofrer, morrer e ressuscitar.

A grandeza de Jesus é que Ele, encarnando-se, assumiu a nossa natureza humana plena, total, com todas as limitações, menos o pecado. De fato, o pecado não faz parte da natureza humana, ele entrou no mundo pela desobediência. Alguém como Jesus, que nunca desobedeceu ao projeto do Pai, não poderia ter o pecado na sua humanidade. Ele “se fez pecado” por nós e nos redimiu de todos os nossos pecados.

O projeto trazido por Jesus é libertar o homem do pecado, e para que isso possa acontecer Ele iniciou a sua história entre nós através do caminho da cruz e do sofrimento.

“Jesus tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o sobre exaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fil 2,6-12).

O nascimento, a fuga ao Egito, o trabalho em Nazaré, as incompreensões por parte do povo, dos seus seguidores e do poder constituído em Israel, formam a história de dor de Jesus, que tem o cume na morte de cruz. O caminho apresentado por Jesus aos seus seguidores é: renúncia de si mesmo, carregar a cruz e seguí-lo no seu nomadismo, onde não tem nem uma pedra para reclinar a cabeça… O amor à paixão de Jesus não é opcional na vida cristã, mas necessário para poder compreender o sentido da vida de Jesus.

Através da leitura do Evangelho, compreendemos que Jesus não queria sofrer e que em momento algum provocou o sofrimento, seu ou dos outros, e que fez o possível para aliviar a dor dos outros. Ele mesmo “gemeu e suplicou” ao Pai que o libertasse da cruz, do beber o cálice e da morte. Mas, consciente que era possível salvar a humanidade por este caminho, Ele assume a dor com a alegria interior de quem realiza na fidelidade a vontade do Pai.

Tenho encontrado muitas pessoas esmagadas pela dor e interiormente felizes. Uma das frases que ajudam-me a compreender o sentido da dor é de Santa Teresinha: “Cheguei a um ponto em que o sofrimento me dá alegria”. A alegria de participar ativamente da paixão de Jesus. É o amor que leva a dar toda a vida pelo outro. É o amor do Pai que envia seu Filho Jesus. É o amor do Espírito Santo que consagra Jesus na sua missão e o amor de Jesus que dá toda a sua vida para nossa libertação e salvação. A força do amor é sempre maior do que qualquer sofrimento e, no amor, o sofrimento se faz alegria e vida.

O amor por Jesus gera os mártires da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares do mundo. O sofrimento é possível entender na dimensão do amor: “Não há maior amor do que dar a vida por aquele que se ama”. O servo sofredor de Javé, o Cordeiro manso levado ao matadouro apresentado por Isaías se faz realidade na pessoa do Verbo encarnado que, por amor, não volta atrás, mas oferece o seu rosto para que lhe arranquem a barba. Quando o peso das minhas “cruzinhas” se faz pesado aos meus frágeis ombros, o que mais gosto é de contemplar o crucifixo e saber que Ele, o Cristo, por amor morreu por mim. É nesse momento que a dor se faz leve e fonte de uma alegria imensa e incompreensível.

“O sofrimento não me é desconhecido. Nele encontro a minha alegria, porque na cruz se encontra Jesus e Ele é amor. E que importa sofrer quando se ama?” (Santa Teresa de los Andes)

À luz de Jesus se entende a dor como fruto de amor e presente de Deus. Todos os santos, os grandes místicos nascidos do encontro com Jesus, pedem a dor como participação do sofrimento. A purificação é consequência do amor. Deus nos purifica porque nos ama, e existe em nós o desejo de nos purificar para “vermos desde já a Deus”. O concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes, coloca em destaque como não é possível resolver os problemas existenciais, como o sofrimento, sem Jesus.

“Na verdade, os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno se vinculam com aquele desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do homem. Com efeito, no próprio homem muitos elementos lutam entre si. Enquanto, de uma parte, porque criatura, experimenta-se limitado de muitas maneiras, por outra parte, porém, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, é ao mesmo tempo obrigado a escolher entre elas renunciando a algumas. Pior ainda: enfermo e pecador, não raro faz o que não quer, não fazendo o que desejaria. Em suma, sofre a divisão em si mesmo, da qual se originam tantas e tamanhas discórdias na sociedade. Certamente muitíssimos, cuja vida se impregnou de materialismo prático, afastam-se da percepção clara deste estado dramático, ou, oprimidos pela miséria, são impedidos de considerá-lo. Muitos pensam encontrar tranquilidade nas diversas explicações do mundo que lhes são propostas. Outros porém esperam uma verdadeira e plena libertação da humanidade somente pelo esforço humano. Estão persuadidos de que o futuro reino do homem sobre a terra haverá de satisfazer todos os desejos de seu coração. Não faltam os que, desesperados do sentido da vida, louvam a audácia daqueles que, julgando a existência humana desprovida de qualquer significado peculiar, esforçam-se por lhe atribuir toda significação só do próprio engenho. Contudo, diante da evolução atual do mundo, cada dia são mais numerosos os que formulam perguntas primordialmente fundamentais ou as percebem com nova acuidade. O que é o homem? Qual é o significado da dor, do mal, da morte que, apesar de tanto progresso conseguido, continuam a subsistir? Para que aquelas vitórias adquiridas a tanto custo? O que pode o homem trazer para a sociedade e dela esperar? O que se seguirá depois desta vida terrestre?” (Gaudim et Spes, 10).

Fonte: COMUNIDADE SHALOM

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Descubra qual é a forma mais completa e eficaz de demonstrar sua gratidão ao Senhor

Quando recebemos um presente, é natural que agradeçamos àquele que nos agraciou com um gesto, ou simplesmente com um “muito obrigado”. Ter um coração agradecido parece ser a forma de estar aberto ao outro, de mostrar que aquilo que ele fez é importante para mim e eu o reconheço como tal. Se entendermos isso, quando falamos da relação entre nós homens, quanto mais quando falamos da relação com Deus. Ter um coração agradecido com Deus é o reconhecimento de que somos criaturas e que Ele veio até nós com o melhor dos dons que podemos imaginar, Ele mesmo.

Na tradição da oração cristã, podemos encontrar diversas formas de cumprir com aquilo que Paulo recomenda em sua carta aos Tessalonicenses de orar sem cessar. No catecismo podemos encontrar que a oração no tempo da Igreja se desdobra na adoração, na súplica, na intercessão, na ação de graças e no louvor. Todas essas expressões da oração têm seu lugar na vida de cada cristão, vamos nos concentrar, no entanto, na oração de Ação de Graças para entender melhor o que significa agradecer a Deus e a sua importância para nós.

Quando falamos de ação de graças, nos vem logo à mente a celebração da Eucaristia, que é uma palavra que vem do grego e que significa justamente isso, ação de graças. Nesse caso, estamos celebrando o sacrifício de Cristo que liberta o homem do pecado e da morte e o consagra, junto com toda a criação, novamente ao Pai, para sua Glória. Não poderíamos nunca pensar em algo mais digno de se render graças. Ainda mais se lembramos que na missa não participamos de um teatro, no qual vemos um espetáculo desde a plateia, mas realmente nos unimos como membros de Cristo a esse sacrifício de Jesus, cabeça da Igreja.

E para essa Ação de Graças que é a missa, podemos levar toda a nossa existência. Todas as dores e alegrias, dificuldades, sucessos, dúvidas e preocupações. Nada do que nos afeta de qualquer maneira precisa ficar de fora dessa oração de Ação de Graças. Isso pode parecer um pouco confuso, porque “como assim vou agradecer por um fracasso, ou em momentos de angústia”? Se nos concentramos mais uma vez na missa, talvez isso fique mais claro.

A Eucaristia é uma ação de graças, mas nela, se estamos atentos, existem momentos nos quais pedimos perdão, outros nos quais fazemos súplicas por nós e pelos demais e outros ainda no qual adoramos a Deus, especialmente presente nesse sacramento. Esse contexto geral de ação de graças não exclui, pelo contrário, chama todas as outras formas de oração. E isso acontece porque ainda que estejamos passando por momentos de dificuldade, sempre contamos com a infinita presença misericordiosa de Deus, que sabe pegar tudo o que lhe apresentamos, ainda que esse “tudo” seja muito pouco e não tão bom assim, e transformar em bênçãos para cada um de nós.

Por isso é importante agradecer sempre, mostrar que confiamos em Deus apesar de qualquer dificuldade. São Paulo exortava isso mesmo aos fiéis quando lhes dirigia alguma carta. “Por tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus” (1Ts, 5, 18). “Perseverai na oração, vigilantes, com ação de graças” (Cl 4,2).

Fonte: A12

Para recuperar a paz interior e descansar com o coração unido a Deus

Meu Pai,
agora que as vozes silenciaram
e os clamores se apagaram,
aqui ao pé da cama
minha alma se eleva a Ti, para dizer:
Creio em Ti, espero em Ti,
e amo-te com todas as minhas forças,
glória a Ti, Senhor!

Deposito nas tuas mãos a fadiga e a luta,
as alegrias e desencantos
deste dia que ficou para trás.
Se os nervos me traíram,
se os impulsos egoístas me dominaram
se dei lugar ao rancor ou à tristeza,
perdão, Senhor!
Tem piedade de mim.

Se fui infiel,
se pronunciei palavras em vão,
se me deixei levar pela impaciência,
se fui um espinho para alguém,
perdão Senhor!

Nesta noite
não quero entregar-me ao sono
sem sentir na minha alma
a segurança da tua misericórdia,
a tua doce misericórdia
inteiramente gratuita.

Senhor! Eu te agradeço, meu Pai,
porque foste a sombra fresca
que me cobriu durante todo este dia.
Eu te agradeço porque,
invisível, carinhoso e envolvente,
cuidaste de mim como uma mãe,
em todas essas horas.

Senhor! Ao redor de mim
tudo já é silêncio e calma.
Envia o anjo da paz a esta casa.
Relaxa meus nervos,
sossega o meu espírito,
solta as minhas tensões,
inunda meu ser de silêncio e de serenidade.

Vela por mim, Pai querido,
enquanto eu me entrego confiante ao sono,
como uma criança
que dorme feliz em teus braços.
Em teu Nome, Senhor, descansarei tranquilo.

Amém.

(Frei Ignacio Larrañaga, manual de oração “Encontro”)

Fonte: ALETEIA TEAM

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Clique e leia, a carta é para você, hoje

Meu filho,

Você pode não me conhecer, mas Eu sei tudo sobre você… Salmo 139,1
Eu sei quando você se senta e quando se levanta… Salmo 139,2
Eu conheço bem todos os seus caminhos… Salmo 139,3
E até os cabelos da sua cabeça são todos contados… Mateus 10,29-31
Pois você foi feito à minha imagem… Gênesis 1,27
Em mim você vive, se move e tem existido… Atos 17,28
Pois você é a minha descendência… Atos 17,28
Eu te conheci mesmo antes que você existisse… Jeremias 1,4-5
E escolhi você quando planejava a criação… Efésios 1,11-12
Você não foi um erro, pois todos os seus dias estão escritos no meu livro… Salmo 139,15-16
Eu determinei o momento exato do seu nascimento e onde você viveria… Salmo 17,26
Você foi feito de forma admirável e maravilhosa… Salmo 139,14
Eu formei você no ventre da sua mãe… Salmo 139,13
E tirei você do ventre de sua mãe no dia do seu nascimento… Salmo 71,6
Eu não estou distante e zangado, pois sou a expressão completa do amor… 1 João 4,16
E o meu desejo é derramar meu amor sobre você… 1 João 3,1
Simplesmente porque você é meu filho e Eu sou seu Pai… 1 João 3,1
Eu ofereço a você mais do que o seu pai terrestre jamais poderia oferecer… Mateus 7,11
Porque sou o Pai perfeito… Mateus 5,48
Cada bom presente que você recebe vem da minha mão… Tiago 1,17
Pois Eu sou o seu provedor e supro todas as suas necessidades… Mateus 6,31-33
Meu plano para o seu futuro tem sido sempre cheio de esperança… Jeremias 29,11
Porque Eu te amo com um amor eterno… Jeremias 31,3
Meus pensamentos sobre você são incontáves como a areia na praia… Salmo 139,17-18
E Eu me regozijo sobre você com cânticos… Sofonias 3,17
Eu nunca vou parar de fazer o bem para você… Jeremias 32,40
Porque você é meu tesouro mais precioso… Êxodo 19,5
Eu desejo te estabelecer com todo meu coração e toda minha alma… Jeremias 32,41
E quero te mostrar coisas grandes e maravilhosas… Jeremias 33,3
Se você me buscar de todo o coração, você me encontrará… Deuteronômio 4,29
Se deleite em mim e Eu darei a você os desejos do seu coração… Salmo 37,4
Pois fui Eu quem colocou esses desejos em você… Filipenses 2,13
Eu sou capaz de fazer mais por você do que você pode imaginar… Efésios 3,20
Pois Eu sou o seu maior encorajador… 2 Tessalonissenses 2,16-17
Eu sou também o Pai que conforta você em todas as suas dificuldades… 2 Coríntios 1,3-4
Quando seu coração está quebrantado, Eu estou perto de você… Salmo 34,18
Como um pastor carrega um cordeiro, Eu carrego você perto do meu coração… Isaías 40,11
Um dia Eu enxugarei todas as lágrimas dos seus olhos… Apocalipse 21,3-4
E afastarei de você toda a dor que tenha sofrido nesta terra… Apocalipse 21,3-4
Eu sou o seu Pai, e Eu amo você assim como amo ao meu filho, Jesus… João 17,23
Pois em Jesus, meu amor por você é revelado… João 17,26
Ele é a representação exata do que sou… Hebreus 1,3
Ele veio para demonstrar que eu estou contigo, e não contra ti… Romanos 8,31
E também para dizer a você que Eu não estou contando os seus pecados… 2 Coríntios 5,18-19
Jesus morreu para que você e eu pudéssemos ser reconciliados… 2 Coríntios 5,18-19
Sua morte foi a expressão suprema de meu amor por você… 1 João 4,10
Eu desisti de tudo que amava para que pudesse ganhar o seu amor… Romanos 8,31-32
Se você receber o presente do meu filho Jesus, você recebe a mim… 1 João 2,23
E nada poderá separar você do meu amor outra vez… Romanos 8,38-39
Venha para casa e Eu vou fazer a maior festa que o céu já viu… Lucas 15,7
Eu sempre fui um Pai, e sempre serei Pai… Efésios 3,14-15
A minha pergunta é…Você quer ser meu filho? … João 1,12-13
Eu estou esperando por você… Lucas 15,11-32

Fonte: ALETEIA TEAM (Bíblia Sagrada)

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AUSTIN, TX - JUNE 05: Michael Phelps prepares to swim the Men's 200 meter individual medley heat race during the Longhorn Aquatics Elite Invite on June 5, 2016 in Austin, Texas. Tom Pennington/Getty Images/AFP

O vazio em meio a tantas medalhas e louvores da mídia: ele caiu no álcool, nas drogas e até na sedução sombria do suicídio

O nadador “superstar” Michael Phelps, o atleta olímpico mais “medalhado” de todos os tempos, quase cometeu suicídio há dois anos.

Seu sucesso estrondoso lhe trouxe tanta atenção durante a última década que a mídia esportiva quase o adorava como a uma espécie de deus. Enquanto isso, o verdadeiro Phelps, o ser humano Phelps, travava em seu coração uma luta brutal e aterradora para encontrar a paz.

Ele se sentia vazio e tentava preencher a falta de sentido na vida com drogas e álcool – uma opção que o jogou numa espiral descendente rumo à destruição de si mesmo. Em 2009, foi suspenso da natação durante três meses por causa de uma fotografia que o mostrava fumando maconha. A suspensão não o impediu, porém, de continuar vivendo no limite: aliás, as coisas pioraram, culminando na sua segunda detenção por dirigir bêbado.

Phelps tinha chegado ao seu fundo do poço. Nos dias seguintes à sua prisão, ele se isolou – e continuou a beber. O astro admitiu depois, em entrevista à ESPN:

Eu não tinha autoestima. Não via meu valor próprio. Eu só pensava que o mundo ia ficar melhor sem mim. Achava isso a melhor coisa que eu podia fazer – acabar com a minha vida“.

Suas medalhas de ouro não o consolavam. Não havia maispropósito em continuar vivendo.

Providencialmente, sua família e amigos o convenceram a se internar e lidar com seus demônios. Ele relutou no começo; não foi fácil conseguir se abrir, mas, depois de algum tempo, aceitou sua situação e começou o caminho da recuperação.

Phelps tinha levado consigo o livro “The Purpose Driven Life” [“Uma Vida Com Propósito”], de Rick Warren, presenteado a ele por Ray Lewis, ex-atleta do Baltimore Ravens. Phelps não apenas o leu como o compartilhou com outros pacientes – ganhando o apelido, no centro de reabilitação, de “Preacher Mike“, algo como “Mike, o pregador”.

Michael Phelps agradeceu a Lewis pelo livro dizendo: “Cara, este livro é muito louco! A coisa que está acontecendo… ah, meu Deus… eu não tenho como agradecer o suficiente, cara. Você salvou a minha vida“. Phelps explicou, em uma entrevista, que o livro “me fez acreditar que existe um poder maior que eu e que existe umpropósito para mim neste planeta“.

Os atletas beijam suas medalhas, que validam o seu trabalho duro, mas que nunca correspondem ao beijo. Os elogios da mídia são uma brisa inconstante. Já o amor enraizado na fé ajuda a restaurar as perspectivas. Além de encontrar a fé durante a reabilitação, Phelps reconheceu que grande parte de sua falta de serenidade se devia à ausência do pai na maior parte de sua vida. Os pais de Phelps tinham se divorciado quando ele tinha 9 anos. Foi para preencher esse vazio que o pequeno Michael recorreu às piscinas. Mas, depois que a água foi conquistada, a dor reprimida se manifestou com força.

Quando chegou a Semana da Família na clínica de reabilitação, Phelps retomou contato com o pai – e aquele foi um momento de cura para ambos. Eles se abraçaram pela primeira vez em vários anos e essa experiência ajudou Phelps a seguir em frente.

Poucos meses após a reabilitação, Phelps pediu Nicole Johnson, sua namorada de longa data, em casamento. A cerimônia está prevista para após o término dos Jogos Olímpicos do Rio. Pouco depois de planejarem se casar, os dois descobriram que Nicole estava grávida – e o nascimento recente do filho foi outro ponto de virada na vida de Phelps.

Ao pegar o bebê no colo, Phelps chorou:

Eu não achava que ia me emocionar tanto. ‘Este é o nosso filho’. E, de repente, você tem essa nova apreciação do que é realmente oamor“.

Com a nova responsabilidade de uma família, Phelps declarou ter planos de se aposentar depois da Olimpíada do Rio. Em uma entrevista recente, ele afirmou, em referência ao filho e a essa possibilidade: “Não me matem se eu voltar, mas eu só vou dizer que tê-lo aqui, assistindo às possíveis últimas provas da minha carreira, é algo que eu quero muito compartilhar com ele“.

Pela graça de Deus, Phelps pôde ser resgatado do fundo poço e trazido de volta à vida. Phelps pode não ser perfeito, mas a sua recém-descoberta fé cristã lhe deu um novo rumo. Seu sucesso ainda o mantém no alto do pedestal e a mídia continua a adorá-lo como a um deus, mas, agora, Phelps parece ter uma noção mais clara de quem ele é, dentro do grande panorama das coisas e daquilo que realmente importa.

Ele entende melhor, hoje, que as medalhas de ouro – não importa quantas possa acumular – não tiveram, não têm e não terão poder para salvá-lo.

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Fonte: ALETEIA TEAM

Cristianismo e Presença

Breve prólogo

Deus, Criador transcendente, revelou-se corporeamente na realidade sensível do homem, como Jesus Cristo, seu Filho Unigênito. Deus, que sempre estivera Presente, fez-se presente. Construiu, abriu e cruzou uma ponte (aliança) nova e eterna entre as dimensões divina e terrena, para salvar a humanidade. A ponte foi cruzada — a partir do Pai, pela presença do Filho — na unidade do Espírito Santo.

O Espírito Santo que concebeu o Filho na terra, no ventre da Virgem Maria, leva-nos também em sua unidade de volta ao Pai, através da revelação do Filho, que é o Caminho. O Espírito Santo, que concretizou a presença de Deus ao nosso lado, concretiza também a nossa presença ao lado de Deus.

Deus fez-se presente, sensivelmente, mas isso não quer dizer que os humanos já o estivessem, como poderíamos pensar: no pecado, estávamos e estamos adoecidos e ausentes. É como se estivéssemos aqui, mas não tanto quanto poderíamos. Nem para nós mesmos, nem para nosso próximo.

Em Cristo, presença sensível de Deus, recuperamos nossa própria realidade, espiritual e corpórea, ameaçada pelo pecado.

Cristo resgata nossa integridade e nosso vigor vital.

Conversão

Com o cristianismo aprendi, e continuo aprendendo, que o único meio possível e verdadeiro de se realizar como pessoa — de se realizar, isto é, de se tornar real — é a doação aos outros.

A doação de nós mesmos aos outros é o que nos realiza. É o que nos torna, mesmo, pessoas: antes disso, somos apenas indivíduos. É isso o que o cristianismo ensina, ou, mais do que ensina: revela.

Deus, que, pleno de poder e realidade, vive a se doar, como Amor, Razão e Graça, cujo poder está não em quanto tem e retém, mas em quanto dá e entrega do que É, fonte inesgotável e inabalável, pede a nós suas criaturas que façamos o mesmo: que saiamos da nossa contração e constrição e encontremos nossa realidade mais íntima e profunda fora de nós mesmos; nossa vida real, no cuidado e na atenção ao próximo.

Este é o sentido mesmo de nossa existência, a mensagem — inscrita em nós na aliança que Deus faz conosco ao nos criar — que somos chamados a entregar em vida. A vida é uma poderosa mensagem que nos é dada para entregarmos uns aos outros, cujo conteúdo essencial só se revela propriamente no ato da entrega: de nada adianta mantê-la no bolso, com apego, pois desse modo não será conhecida. Não podemos guardar essa mensagem: ela é a eterna Boa Nova, que não se pode conhecer sozinho, que exige a partilha, pois nunca pertenceu somente a nós mesmos, dada por Deus a todos nós.

Além de se tratar de um entendimento racional, isto é também algo que se comprova na experiência, com a graça da conversão: a doação de nós mesmos ao próximo nos realiza. E essa comprovação do entendimento na experiência evidencia a racionalidade da fé cristã.

Realização pessoal

As mais recentes gerações humanas cada vez mais buscam a realização “pessoal”: é o que buscam com mais sede e fome. A própria sociedade, e seus discursos mais tendenciais, empurra a todos nós nessa direção: realizem-se! — este é o maior e único objetivo; portanto, pede-se, nunca aceitem e parem nas escolhas e nos vínculos que ainda não levem a vocês a completa “realização”.

No entanto, justamente por essa mentalidade comprometer a capacidade humana de fazer escolhas e vínculos, bancá-los, apostar neles e responder a eles — em todas as “áreas” da vida, áreas cada vez mais compartimentadas — a sede e a fome só aumentam, e precipitam a espécie em um notável e disseminado estado de miséria espiritual e social.

Assim acontece porque tal busca é estimulada e se desloca no sentido mais equivocado possível: os indivíduos buscam a realização pessoal apenas em suas próprias pessoas, em si mesmos, na consideração incessante e absoluta dos seus desejos, critérios e interesses mais individuais como únicos valores e parâmetros para suas ações, reações e escolhas. Buscam a realização pessoal na aguda defesa solitária de seus desejos íntimos e apenas desses — não permitem mesmo que nada nem ninguém se coloque no caminho de “sua” realização. A realização é minha e no caminho dela ninguém se colocará! — tal é a postura que predomina.

Quanto mais se busca a realização dessa maneira, mais esta se distancia da pessoa, e o que surge no lugar e toma o indivíduo, esvaziando-o, é uma crescente frustração — a sensação incômoda de uma profundamente trágica irrealização de si. Um tornar-se irreal, que provoca um senso perturbador de desconexão do indivíduo com o mundo, com os lugares, com as coisas, com as pessoas e, logo, consigo mesmo. O indivíduo busca a si mesmo nas coisas e nas relações e, portanto, apenas encontra a si mesmo, porém vazio. Como não busca reconhecer e acolher o outro tal como é e se apresenta, não pode viver um ser-com o outro, muito menos ainda um ser-para o outro — não se vincula, e sem a vinculação não pode se preencher.

Mesmo em sua religiosidade, muitos indivíduos mantêm postura semelhante, que confirma em outra área de sua a vida a mentalidade mundana dominante: a religião ou a “espiritualidade” começam a aparecer como um outro meio de buscar a si mesmo, de conseguir respostas para seus objetivos pessoais, ou mesmo de receber, magicamente, a própria realização destes objetivos. Não se quer encontrar e amar a Deus, pois Deus, mesmo que nos dê o livre arbítrio, tem a Sua vontade sobre nós, que talvez não se iguale à nossa “própria”. Isto é, há uma “espiritualidade” propagada socialmente que está em total desacordo com o único verdadeiro e Santo Espírito, que já revelou e vem revelando suas leis a uma humanidade cega e surda.

Essas características mencionadas certamente não são exclusivas das gerações atuais e do que chamamos “mundo moderno”, mas marcam a história humana desde o Pecado Original, e talvez, apenas, ganhem formas sofisticadas em nossa sociedade contemporânea. Através dos tempos, a espécie humana se organiza e reorganiza socialmente para continuar evitando a realização da Verdade de formas mais “eficazes” e logo mais desastrosas. A sociedade tem sido, em nossa história, a regência global da não-vida; pois somente no reconhecimento do Criador, no dom recíproco e na comunhão das pessoas — evitados pelas estruturas e ideologias humanas mais diversas e até contrárias — pode a nossa vida se concretizar como vida verdadeira.

Como uma vida poderia ser verdadeira enquanto não olha para a Verdade de onde toda vida provém? Muitos homens discutem, distorcem e duvidam da realidade da existência de Deus, enquanto Deus é e permanece sendo a Rocha, Aquele que É. Nenhum homem jamais será tão Real quanto Deus. Deveriam discutir e duvidar da realidade de sua própria existência, os que resistem a Deus, o dono de toda Realidade.

A originalidade cristã

Aí se encontra a espiritualidade cristã: esta que pelo Espírito Santo nos concretiza como seres verdadeiramente vivos, pois nos faz reencontrar, dentro e fora, a nossa realidade mais profunda e alerta, religando o nosso âmago à nossa presença; a nossa intimidade mais essencial à nossa “com-vivência” concreta com os irmãos em Deus.

A espiritualidade cristã faz o Espírito irrigar novamente nosso corpo, e então torna esse corpo mais presente, ancorado e enraizado — isto é, real, realizado — do que nunca antes pudera estar. E essa realização do corpo vivo, através do Espírito, concretiza-se somente na doação de nós mesmos ao outro. A doação é o movimento essencial da Verdade, o movimento no qual a Verdade, que é o Amor de Deus, é encontrada face a face.

Essa é a originalidade cristã: não é uma espiritualização que tornaria etérea a pessoa, elevada para uma dimensão não-corpórea do puro espírito, que negaria ou desfaria o corpo para uma experiência individual alheia ao encontro, desfocada da vida presente para focar no além. No cristianismo, o que é além (Deus, o Absoluto) fez-se, faz-se e está presente, aqui mesmo, e nos leva a fazer o mesmo ao reconhecê-Lo.

No ato mesmo da conversão, morremos para o mundo da arrogância humana — distraído para as necessidades originais e primordiais da vida — para ressuscitarmos em uma vida nova, tal como criada e alimentada por Deus para ser sempre nova. Ressuscitamos como criaturas que começam a aprender, pela graça, a dividir com o Criador a responsabilidade pela vida que nos dá, em uma nova postura de Amor.

A originalidade cristã está em que a própria conversão é um movimento de doar-se, de sair de si para reconhecer um Outro: reconheço-me criatura do Deus perfeito que se revelou corpórea e espiritualmente a mim. E, doando-me a Ele, pois sem Ele eu nada seria, reencontro a mim, e a tudo e a todos. Pela comunhão com seu Corpo, e pela presença do seu Espírito, acho-me presente no verdadeiro mundo — que eu antes desconhecia. Mundo criado e revelado somente por Ele, fonte de toda existência.

A conversão ao cristianismo nos reintroduz na presença que havíamos perdido há tanto. Saímos do mundo irreal em que a presença se tornou escassa, em que impera a ausência, para reencontrarmos mais frequentemente a verdadeira vida, conforme as gradações de nossa abertura ao Espírito, que pode nos realizar objetivamente e nos colocar diante do outro, no encontro pleno.

Quando os que se encontrarem estiverem presentes e vivos pela graça do Espírito, a doação recíproca será igualmente mútuo acolhimento. E portanto será uma doação-acolhimento ancorada na Verdade — em que, como fundamento, estará a doação de si ao Deus Criador, e o acolhimento íntimo e pessoal da Verdade revelada e inscrita essencialmente em cada um de nós. Original doação-acolhimento reconhecida como imagem dos encontros humanos e, então, jamais comprometida em prol de uma convivência artificial ou patológica, em que as emoções se escondem, ou se impõem violentamente, para resguardar qualquer aparência. A convivência humana se corrige e se concretiza na Verdade.

Nesse caminho — o caminho estreito que leva à vida — o movimento de se doar não será aquele hesitante, que aguarda primeiro o acolhimento humano para só então se iniciar, fazendo-se parcialmente, esperando também o reconhecimento do outro para se completar. O humano não está pronto para acolher e reconhecer, portanto, se há essa espera, a real disposição de doação nunca se concretizará. Ficaremos nos entreolhando, desconfiados, aguardando aquele momento seguro que, pelos padrões relacionais distorcidos da sociedade — o caminho amplo que leva à morte — nunca chega.

Melhor será confiar que a disposição de doação gerará a firmeza e a segurança de que precisamos, pois assim é com Deus, que ama e dá a vida sem cessar, mesmo quando rejeitado por sua criatura, e permanece sendo a Rocha. Fomos acolhidos e reconhecidos por Deus no ato mesmo da criação; se estamos enraizados na doçura do Espírito e na firmeza da Rocha, podemos nos doar à vida, à vontade.

A verdadeira Filosofia

Em nossa doação à vida e ao outro, não nos perdemos. Não desfazemos a nossa subjetividade para nos tornarmos um com o outro a quem nos doamos: ao contrário, encontramos a nossa verdadeira e mais completa subjetividade na objetividade da doação amorosa ao próximo.

Este dom de si ao outro, apenas ele, pode revelar a nós mesmos nosso próprio rosto. Na partilha direta do amor perene que vem de Deus, que é a Lei de Deus, encontramos nossa imagem na semelhança com Ele, e encontramos essa imagem e semelhança também em nossos irmãos e irmãs acolhidos.

Da mesma maneira, na própria conversão à fé cristã, a pessoa não desfaz a sua subjetividade para se tornar um com o seu Deus. Quando crê, a pessoa se encontra finalmente em sua máxima pessoalidade — como subjetividade plena em presença, ao se reconhecer objetivamente criatura, ajoelhada diante da Presença do Criador, a Santa Pessoa, que, ao revelar-se, revela também a nós mesmos em nossa irrepetível originalidade.

Portanto, na conversão, Deus nos dá a descobrir que a única forma possível e verdadeira de nos realizarmos como pessoas é a doação, primeiramente ao nosso Criador, e logo também aos nossos irmãos e irmãs em Deus.

Isto não é uma filosofia. Não é um ponto de vista, uma concepção de mundo, um sistema de pensamento entre outros. Se pudermos nomear isto uma filosofia, será porque se trata de um Saber, justamente. Mas não um saber acadêmico, formulado por homens com seus próprios parâmetros. É o Saber por excelência, que vem do Outro, a nós revelado de fora por Aquele que Sabe, o Único que Sabe. O cristianismo, como sabia São Justino Mártir, é a verdadeira Filosofia.

Jesus Cristo é o Logos de Deus. O cristianismo é então esse Saber que não nos é imposto de fora, por uma instituição qualquer — mas nos é Revelado de fora para ser imediatamente redescoberto de dentro. Quantas conversões se dão porque esse Saber começa a ser intuído e sentido de dentro, e então vem a se conectar poderosamente com a expressão Externa do mesmo Saber nas Leis que nos foram dadas tão claramente (e historicamente) por nosso próprio Deus!

Encontramos a nós mesmos, finalmente, nesse Saber que nos foi dado de fora como Lei por Deus, porque essas são as Leis divinas inscritas essencialmente em nosso mais profundo ser, em nosso núcleo vivo e espiritual, no sentido mesmo da nossa existência, tal como criada por Deus.

Aquele que dá a serem escritas as Leis, na revelação mosaica e na revelação cristã, havia inscrito estas mesmas Leis — as Leis do Amor — no âmago de toda a sua criação.

As surpresas que nos aguardam

A verdade contida no núcleo desse Saber que é o da própria Vida é esta: — Vida é doação.

Assim, uma vida que não se doa não encontra a si mesma e sobrevive, portanto, com uma sensação reverberante de mortificação e perda.

Daí que buscar apenas ter, tomar para si, levar a vantagem — ganhar, receber, acumular — jamais poderá resultar na realização de uma vida, de uma pessoa, mas apenas na perda crescente da vida e da pessoa.

Assim como não poderá preencher um ser humano de vida a consideração apenas dos próprios parâmetros para a satisfação incessante, unida à incapacidade de lidar com as falhas e tropeços, e de afirmar a riqueza dos vínculos mesmo nas frustrações. Se não soubermos acolher e aceitar a completa pessoalidade do outro em sua dignidade integral, que inclui os acertos e as falhas, as virtudes e os pecados,  a frustração só poderá aumentar. A verdadeira realização inclui a capacidade de acolher os outros nos vínculos mesmo na incompletude, e isso é o que completa os vínculos, e a satisfação provinda deles. Onde o outro falha, a ele eu darei — é a disposição que podemos assumir. Sem essa disposição, o indivíduo, não percebendo o erro que origina o vazio de suas experiências, pergunta a si mesmo: por que quanto mais eu busco, mais eu perco?

Na conversão à fé cristã, são dadas por Deus à pessoa — como a mim foram dadas, recentemente, inspirando a escrita destas palavras —  oportunidades concretas para descobrir que quando doamos nossa presença aos outros, realizamo-nos; e os outros também se realizam, no acolhimento. Quanto mais doamos de nós mesmos, mais recebemos, não no sentido material, como às vezes se entende a noção de “é dando que se recebe”, mas num sentido vital profundo e imediato. Ao darmos, estamos recebendo, pois ao doarmos presença viva conhecemos a perenidade da fonte. Então, nos sentimos  — podemos nos sentir, finalmente—  reais.

Tornamo-nos pessoas na doação de nossas pessoas. Não perdemos pedaços, mas justamente nos completamos, ganhamos na doação de nós mesmos ao outro os pedaços que nos faltavam e saímos mais íntegros, mais realizados.

A pessoa se realiza na doação de si: que doce surpresa, há tanto escondida de nós!

São doces e poderosos os mistérios de Cristo.

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O mundo está sedento de exemplos de coragem e entrega, de jovens que testemunhem sua alegria em ser de Deus, em ser livres, em se doarem a favor do mundo, sendo um sinal profético de que o Senhor está vivo.

É impressionante como as pessoas se escandalizam e, muitas vezes, repudiam um jovem desejoso do Senhor, um jovem que reza o terço e vive a castidade. Isso parece incomodá-las muito mais do que os inúmeros que se entregam às drogas e morrem, todos os dias, pelas ruas e no tráfico. Infelizmente, vamos percebendo que muitos discursos e pregações direcionados aos jovens vão se tornando cada vez mais medíocres levando-os à dúvida e, principalmente, a compactuarem com o pecado por não serem bem formados na fé e na santidade.

Diante disso, qual não deve ser o nosso empenho em testemunhar a verdade, em ser sinal de Deus neste mundo, não somente em palavras, mas em um testemunho concreto da verdade divina, de relacionamentos sadios e santos, de amizades verdadeiras, de entrega e anúncio da Boa Nova. Jovens alicerçados e apaixonados por Deus, sedentos de fazer a vontade d’Ele custe o que custar, mesmo que lhes custe a própria vida.

Os jovens precisam redescobrir o que é ser livre e feliz. E quem melhor para testemunhar a eles do que outros jovens já encaminhados e bem formados na Palavra e na vivência de Deus? E acima de tudo, tão tocados por Ele que a simples presença já nos faça querer beber e experimentar do amor do Senhor!

Onde estão esses jovens? Como encontrá-los? O que estão fazendo que não estão testemunhando? Bom, eles, na verdade, somos nós todas as vezes em que nos calamos, que fingimos não ser de Deus, que escondemos nossa fé para não ser julgados, para agradar a todos. A juventude está se perdendo, muitos estão morrendo e é de nós que o Senhor quer se utilizar. Somos nós, embora fracos e também pecadores, que, em nome de Jesus, precisamos gritar ao mundo: Jesus Cristo está vivo e quer fazê-lo feliz!

Tenho certeza de que o seu testemunho corajoso e fiel pode mudar muitas vidas se você tiver a coragem de mostrar quem é Deus e, com sua vida, testemunhar o amor d’Ele pelo mundo, gastando a sua vida, derramando seu suor, abraçando os que ninguém quer abraçar, sendo um jovem segundo o coração do Pai.

O mundo está sedento de Deus; jovens estão sedentos e escravizados. É tempo de enfrentar os desafios e nos tornar o que o Senhor nos chama a ser: um batalhão segundo o coração do Senhor! Vamos revolucionar o mundo? Deus espera por nós!

“Deus quer restaurar o mundo e a reforma começa em seu coração!” (Beato João Paulo II)

Fonte: Frutos de Maria

A oração de que você precisa agora

Precisamos da oração. Há pessoas que rezam porque sentem que devem. Mas é mais do que isso. Rezar não é uma obrigação. É uma necessidade. A oração é um descanso, é um encontro com Deus que nos enche de paz e de luz.

Precisamos ser cuidados, ser queridos. A oração é deixar que Deus cuide de nós.

Quanta paz e alegria quando uma pessoa se encontra com Jesus, descansa n’Ele, acolhe as suas palavras – e os seus silêncios… Nessa hora, a pessoa se sabe muito amada, se sente feliz aos pés de Jesus, num diálogo cheio de silêncios íntimos. Quanta paz!

Nem tudo pode ser ação na vida. Precisamos nos recolher, voltar ao mais intimamente nosso. A oração profunda nos torna como as crianças, mais simples, mais puras.

O Papa Francisco diz: “Quando nos deixamos elevar até a fortaleza da oração, até a intimidade com Deus para servir aos irmãos, o sinal disso é a humildade”.

No Coração de Jesus, aprendemos a olhar para os outros com humildade. Na oração, aprendemos a nos sentir crianças: e Deus cuida de nós.

“A autêntica oração acontece quando conseguimos nos encontrar na presença de Deus. Então, qualquer pensamento se transforma em oração e as palavras se tornam supérfluas. Esta oração absorve. Uma vez que a experimenta, você não pode nunca mais esquecê-la. E não me refiro a nenhuma graça mística extraordinária. Eu me refiro unicamente à conversa com Deus, ao transbordamento espontâneo da alma que se dá conta de que é uma criança pequena no colo de um Pai amoroso e providente” (Walter Ciszek).

Uma oração que pacifica a alma! Um abraço de Deus! Confiança, entrega, sustento, força. Esta oração é uma graça para pedir todo dia.

Às vezes, a oração pode nos impedir de fazer coisas. É que precisamos descansar e deixar a alma repousar em Deus: é isto o que importa. Deus nos sustenta e a oração se torna descanso da alma.

Sem oração, o trabalho é mero ativismo infértil, e, sem ação, a oração pode ser mero egoísmo – nem seria oração de verdade. A oração leva ao agir cristão, em santo equilíbrio.

Fonte: ALETEIA TEAM

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