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Maria

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Estes “nãos” revelam a humildade da Mãe de Deus e valorizam ainda mais o seu “sim”

“Os dias claros não seriam tão belos sem o contraste com os dias nublados”, dizia minha mãe. E é verdade: se amanhece chovendo e, no outro dia, o sol brilha, nós agradecemos mais ainda quando nos lembramos do dia anterior.

Assim também pode acontecer na nossa relação com a Virgem Maria. Para valorizar o “sim” que ela deu ao Senhor, vamos refletir sobre estes 10 “nãos”, que também lhe são inerentes:

  1. NÃO impôs condições. Ao saber que tinha sido eleita para ser a Mãe de Deus, Maria não exigiu nada, não colocou objeções nem pretextos. Só aceitou. Era o seu desejo de cumprir a vontade de Deus.
  2. NÃO se envaideceu. As jovens de seu tempo desejavam ser a Mãe do Messias. Ao ser eleita, não perdeu o chão, não se achou melhor que as outras. Ela se reconheceu – e não era falsa modéstia – como a escrava do Senhor.
  3. NÃO espalhou a notícia. Não contou nada para ninguém, nem para José. Soube se calar e deixar que todos ficassem sabendo somente quando Deus quis.
  4. NÃO focou em si mesma. Ela não quis descansar nem ganhar mimos. Ao saber que sua prima Isabel, que era mais velha,  estava grávida, foi apressadamente ajudá-la.
  5. NÃO pediu privilégios. Ao saber que deveria fazer um cadastramento em Belém, poderia der pedido a Deus que enviasse um anjo “gestor” ou um “coiote” celestial para ajudar no processo. Quando tiveram que sair  para o Egito por culpa de Herodes, Maria não propôs que o matassem. Quando Jesus, aos 12 anos, se perdeu deles, não pediu um GPS para localizá-lo, mas saiu para procurar o menino. Ela nunca pediu um tratamento VIP para evitar alguma dificuldade.
  6. NÃO se prendeu aos “e se”. Quando teve que dar à luz em condições muito diferentes das quais tinha se preparado, não se frustrou pensando: “e se a casa tivesse berço, e se minha mãe pudesse me ajudar”. Ela ia aceitando tudo o que Deus queria – e fazia o melhor com o que tinha.
  7. NÃO se isolou. Ela poderia ter se fechado com José e o Menino Jesus para aproveitar sozinhos a felicidade. Mas, desde o começo, ela entregou Jesus aos demais, aos pastores, aos Magos do Oriente e, mais tarde, a todo o mundo.
  8. NÃO pediu que Deus mudasse os planos. Maria revelou à santa Teresa que, quando Simeão mencionou a espada, ela teve a visão da Paixão. Viu a cruz que esperava Jesus. A Virgem poderia ter suplicado a Deus que não permitisse aquilo. Mas aceitou.
  9. NÃO rejeitou a ideia de ser nossa Mãe. Na cruz, seu Filho a encomendou ao seu discípulo amado e, por meio dele, a todos nós. Que difícil aceitar ser Mãe daqueles por cujos pecados Jesus morreu! Mas, novamente, ela disse “sim”. E não foi de má vontade. Maria revelou a são João Diego que era uma honra ser nossa Mãe. Que amor grandioso!
  10. NÃO deixa de nos amar e de interceder por nós. Maria não guardou rancor dos discípulos que abandonaram Jesus na cruz. Depois da Ascensão, dedicava-se a rezar com e por eles. E imaginemos o quanto ela ficou alegre por vê-los cheios do Espírito Santo, saindo a pregar. E, quando foi elevada ao céu, poderia ter se esquecido de nós. Mas não foi isso o que aconteceu. Ela está por dentro de todas as nossas necessidades, angústias e dificuldades. E roga a Deus por nós. Vive na pátria celestial, mas atenta a tudo o que acontece por aqui.

Peçamos, então, que Maria nos ajude a imitá-la em seu seus “SIMs” e em seus “NÃOs”. E acrescentemos outros três NÃOs: não a esqueçamos, não deixemos de amá-la e não deixemos nunca de recorrer à sua amorosa intercessão maternal.

Artigo originalmente publicado por SIAME, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- Sábado é tradicionalmente o dia dedicado à Virgem Maria. Neste sábado, em especial, preparando a chegada de Jesus, compartilhamos esta oração mariana para agradecer Àquela que fez tudo para nos dar o Salvador e para que, por sua intercessão, Jesus também nasça em nossos corações.

1. INTRODUÇÃO

A família se reúne em um lugar adequado na casa, em torno de uma imagem de Santa Maria.

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O pai da família (explica aos presentes o significado da liturgia com as palavras): Ao darmos graças a Deus que nos deu seu Filho, devemos também dar graças à Virgem Maria. Com o seu “Sim” às palavras do Arcanjo, por obra do Espírito Santo, tornou-se a Mãe de Deus e nossa Mãe. Na noite de Belém, “irradiou sobre o mundo a luz eterna, Jesus Cristo, nosso Senhor”. Demos graças a Santa Maria, porque Ela deu tudo por nossa reconciliação, e rezemos para que nossos corações estejam sempre prontos para acolhê-la e com Ela a seu Divino Filho.

A mãe da família: Obrigada por ser Santa Maria. Obrigada por ter se aberto a graça e escuta da Palavra, desde o princípio. Obrigada por ter acolhido em teu ventre puríssimo Aquele que é a Vida e o Amor. Obrigada por manter o teu “Faça-se” através de todos os acontecimentos de tua vida. Obrigada por teus exemplos, dignos de serem acolhidos e vividos. Obrigada por tua simplicidade, por tua doçura, por tua magnífica sobriedade, por tua capacidade de escuta, por tua reverência, por tua fidelidade, por tua grandeza e por todas aquelas virtudes que trazem a beleza em si e que Deus nos permite ver em Ti. Obrigada por teu olhar materno, por tuas intercessões, tua ternura, teu auxílio ajuda e orientação. Obrigada por tanta bondade. Enfim, obrigada por ser Santa Maria, Mãe do Senhor Jesus e nossa. Amém.

2. INVOCAÇÃO DA FAMÍLIA

Olhando para a imagem da Virgem, a família eleva a seguinte súplica comum.

Primeiro membro da família: Peçamos ao Senhor Jesus, Salvador do mundo, recorrendo confiantes à intercessão de sua Santa Mãe. Digamos:

R. Que a vossa Santa Mãe, Senhor, interceda por nós.

Salva-nos, Senhor, por tua anunciação-encarnação. R.

Salva-nos, Senhor, por teu nascimento em Belém. R.

Salva-nos, Senhor, por tua apresentação no templo. R.

Salva-nos, Senhor, por teu santo batismo. R.

Salva-nos, Senhor, por tua paixão e cruz. R.

Salva-nos, Senhor, por tua morte e sepultamento. R.

Salva-nos, Senhor, por tua santa ressurreição. R.

Salva-nos, Senhor, por tua gloriosa ascensão. R.

Salva-nos, Senhor, pelo dom do Espírito Santo. R.

Salva-nos, Senhor, quando vier em tua glória. R.

Segundo membro da família: Às nossas preces, responderemos:

R. Que interceda por eles tua Santa Mãe.

Conceda ao Santo Padre, o Papa Francisco, e a nosso Bispo (diz o nome do Prelado) vida e saúde e os renove em seus ministérios e em suas santidades de vida. R.

Ilumine as mentes dos governantes em busca do bem comum, paz e reconciliação. R.

Escuta o clamor dos que sofrem, a oração dos perseguidos por causa de sua fé, a preces das vítimas inocentes. R.

Guia à conversão os que estão distantes de Ti. R.

Mostre a luz do teu rosto para aqueles que te buscam com sinceridade de coração. R.

E, finalmente, ajuda-nos nossa Mãe para que nosso lar seja como o de Nazaré, um cenáculo de comunhão no amor.

Todos: Nós recorremos à vossa proteção, Santa Mãe de Deus; não despreze as súplicas que dirigimos a ti em nossas necessidades; mas, livrai-nos sempre de todos os perigos, oh Virgem gloriosa e bendita.

O pai da família:  Oh Deus, que se manifestou ao mundo nos braços da Virgem Mãe de teu Filho, glória de Isabel e luz dos povos; faça com que, na escola de Maria, aprendamos a aderir ao Senhor Jesus e reconhecer Nele o único Salvador do mundo ontem, hoje e sempre. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Maria acreditou no que Deus estava fazendo, e a alegria da salvação se firmou em seu coração.

De onde vem a alegria de Maria? Qual foi a importância dessa alegria durante todo o itinerário da sua vida? Que poder exerceu a alegria na vida da Mãe de Jesus? E por que afirmamos que Maria era uma pessoa alegre?

Nas Escrituras está claro que a alegria é um dom de Deus, um fruto do Espirito Santo. Em Maria, é possível ver essa alegria que transborda e contagia porque, por sua pureza, ela reflete perfeitamente a ação de Deus. Logo depois que o Espírito Santo agiu preenchendo-a, tornando-a Mãe do Salvador, Maria de Nazaré, grávida, pôs-se a caminho, plena de alegria (não seria esse o motivo da pressa descrita em Lc 1,39?), para visitar Isabel. Mas Maria não tinha que cuidar do seu enxoval de noiva?

A alegria nos faz livres. Quando Maria chega a Ain Karen, a cidade de Isabel e Zacarias, depois de percorrer um árduo e montanhoso caminho, ela está tão feliz que sua saudação não é usual, mas tem algo de extraordinário. Isabel percebe e é tomada por sua alegria. A criança, o precursor João Batista, ainda no ventre de sua mãe, pula e já anuncia que a presença de Deus traz a verdadeira alegria.

Nos “Escritos” da Comunidade Católica Shalom é possivel encontrar algo parecido. O fundador, Moysés Azevedo, tenta descrever “o que se passa em seu coração” e diz perceber Deus dando um presente, que é novo e maravilhoso, único, um milagre. É possivel sentir a alegria através de suas palavras ao afirmar que Deus nos dá um caminho de felicidade através da Obra Nova, caminho seguro pois é o de Jesus e foi o de Maria.

A alegria de Maria, de Moysés e de todos os profetas vem da ação do Espírito Santo que lhes dá a fé. É preciso crer para se alegrar. Maria acreditou no que Deus estava fazendo, e a alegria da salvação se firmou em seu coração. Uma alegria que se consolidou na docilidade ao Espírito Santo e no serviço aos mais necessitados. A alegria é precursora do serviço. Quem não a tem não está apto para servir, não suporta, pois é ela quem torna o peso leve e o fardo suave.

Na alegria, Maria enfrentou as dúvidas de José. E será que não foi a alegria estampada no rosto da Imaculada que mais o desconcertava diante do impossível? Uma alegria que não transparecia traição, mas paixão pelo novo. Como José deve ter voltado feliz ao saber o motivo da alegria de Maria que também se tornou a sua. Como deve ter sido essa a atmosfera da casa de Nazaré, a alegria, pois o Reino de Deus fez morada no meio de nós.

Na alegria, a Virgem Maria viveu, acolheu, ofertou, silenciou, esperou, sofreu e viu a Ressurreição. Alegria da fé, alegria da esperança e da caridade.

Ó alegria de Maria, vem sobre nós!

Fonte: https://www.comshalom.org/

Já parou para pensar que foi a Virgem Santíssima que deu um dos primeiros passos para a salvação do mundo?

Ezequiel, profetizando sobre Maria diz: “O Senhor disse-me: este pórtico ficará fechado. Ninguém o abrirá, ninguém aí passará, porque o Senhor Deus de Israel, aí passou; ele permanecerá fechado. O príncipe, entretanto, enquanto tal, poderá aí assentar-se para tomar sua refeição diante do Senhor.”

Agora isso está cumprido. Não apenas por Nosso Senhor vir de sua carne e ser seu Filho, mas, além disso, por ela ter tido um lugar na economia da Redenção; está cumprido em seu espírito e vontade, bem como em seu corpo.
Eva teve uma parte na queda do homem, embora fosse Adão nosso representante, cujo pecado nos fez pecadores. Foi Eva quem tudo iniciou ao tentar Adão! A Escritura diz: “A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.”
Convinha, em seguida, pela misericórdia de Deus, que como a mulher iniciou a destruição do mundo, assim também a mulher deveria iniciar sua recuperação.
Como Eva abriu o caminho para o ato fatal do primeiro Adão, assim Maria deveria abrir o caminho para a grande realização do segundo Adão: justamente Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio para salvar o mundo, morrendo na cruz por ele.
Por isso, Maria é chamada pelos Santos Padres uma segunda e melhor Eva, por ter dado o primeiro passo para a salvação da humanidade, a qual Eva levou à ruína.
Como e quando Maria tomou parte, e a parte inicial, na restauração do mundo? Foi quando o anjo Gabriel veio a ela anunciar a grande honra que lhe cabia como sua parte.
São Paulo nos exorta: “Oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus.”
E assim, no que diz respeito à Santíssima Virgem, era o desejo de Deus que ela aceitasse, voluntariamente e com pleno entendimento,
ser a Mãe de Nosso Senhor, não sendo um mero instrumento passivo, cuja maternidade não teria nenhum mérito e nenhuma recompensa.
Não era um destino fácil estar tão intimamente próxima do Redentor dos homens, como foi vivenciado mais tarde, quando ela padeceu com Ele. Portanto, ponderando bem as palavras do anjo, antes de dar-lhe sua resposta, primeiro ela pergunta se tão grande serviço implicaria na perda daquela virgindade, sobre a qual ela tinha feito seus votos.
Quando o anjo lhe respondeu que não, então, com pleno consentimento de um coração cheio, cheio do amor de Deus para com ela, e por sua própria humildade, ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
E foi por essa aceitação que ela se tornou “A Porta do Céu”.
Fonte: Livro: “Rosa Mística – Meditações sobre a Ladainha de Nossa Senhora”, Cardeal John Henry Newman. Ed. Cultor de Livros
Via ADF 
Fonte: https://pt.aleteia.org/

Entrevista do Pe. Olmes Milani, CS. Missionário nos Emirados Árabes para a Rádio Vaticano.

Amigas e amigos, é com alegria que os saúdo, desejando a paz e harmonia entre as religiões. Para decepção nossa, constatamos que a Mãe de Jesus e nossa, é um fator de discórdia e, até de ódio, entre nós cristãos.

Contudo, nesse tempo que exerço a missão nos Emirados Árabes Unidos, um país muçulmano, estou me convencendo de que a figura de Maria deveria receber mais destaque, no diálogo entre o Cristianismo é o Islã. Existem motivos para isso. Vejamos.

A Mãe de Jesus é venerada pelas duas grandes religiões. No Alcorão ela é mencionada 40 vezes aproximadamente: 16 de forma explícita e mais 24 nas afirmações de que Jesus é seu filho.

Tanto no Alcorão como nas tradições islâmicas, Maria é respeitada. A ela é dado o título honorífico “Sayyidatuna que significa” Nossa Senhora”.

A devoção a Maria está presente, em diversos lugares, em países de maioria islâmica. No Egito, milhares de cristãos e muçulmanos peregrinam ao santuário sobre o Monte Al Tir, na província de Al Minya, no dia da comemoração do nascimento de Maria. Diz a tradição que a Sagrada Família viveu lá, quando fugiu da matança promovida pelo Rei Herodes.

No Paquistão, Maria é nome de cidade, Mariamabad, que atrai muitos cristãos e muçulmanos.

Qualquer pessoa que visitar o Santuário de Nossa Senhora do Líbano em Harissa, no Líbano, verá muitos muçulmanos entre os peregrinos.

Turistas que chegam às Igrejas católicas, nos países do Golfo Pérsico, constatarão uma gruta com a Imagem de Maria à entrada do complexo. Com frequência, principalmente, mulheres muçulmanas, vestidas tipicamente, são vistas venerando Maria, especialmente às quartas-feiras, quando é rezada a novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

No ano de 2010, o dia 25 de março, Festa da Anunciação, foi declarado feriado nacional no Líbano. O fato curioso é que um dos promotores mais fortes foi um muçulmano, Cheque Moamé Nokkari, professor de estudos islâmico- cristãos. Cheque Moamé Nokkari declarou: “Tenho alguma coisa em meu coração dizendo que Maria é aquela que vai nos unir”.

São suas também as palavras: “Deus deu-nos Eva, como mãe da humanidade. Ele também nos deu outra mãe, a carinhosa e unificadora mãe que é nossa Mãe Maria.”.

*Missionário Pe. Olmes Milani, CS. Das Arábias para a Rádio Vaticano.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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O amor é a alma da reparação

A reparação é fundamentalmente um ato de amor. Esse carisma da reparação é antigo e sempre novo. Antigo, porque, desde quando os nossos primeiros pais pecaram, desobedecendo a ordem de Deus Pai, surgiu a grande necessidade da reparação (cf. Gn 3,6-7). Até que chegasse a plenitude dos tempos com o anúncio do Anjo, em que Nosso Senhor Jesus Cristo, o grande reparador, encarnou-se no ventre da Virgem Maria, nosso Pai celeste enviou homens e mulheres que, por virtude do Espírito Santo, buscaram implantar a reparação nos corações humanos. Eles convidavam, constantemente, a humanidade a voltar-se para Deus, a pedir perdão dos pecados, sobretudo, confiando no Seu amor misericordioso, que sempre está disposto a perdoar e a reconstruir a pessoa humana, desde que se tenha um coração contrito e arrependido.

O carisma da reparação é sempre novo e atual, pois, como pessoas pecadoras e frágeis, sempre precisaremos reparar nossos pecados. A partir da encarnação de Jesus, sobretudo na Sua Paixão e Morte, Ele convida todo o gênero humano a viver este carisma, acolhendo, primeiramente, Seu amor demonstrado até as últimas consequências. Por meio desse acolhimento, tornamo-nos um só com Ele, associando-nos à Sua obra redentora.

O amor é a alma da reparação, como Jesus nos mostrou; portanto, nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por nós próprios, por nossos familiares, amigos e pela humanidade, transformam-se em reparação, desde que estejam fundados no amor a Jesus. Sendo assim, nossas orações e sacrifícios se tornam redentores, ou seja, por meio deles, associamo-nos à economia da salvação de Jesus, até que Ele volte, na Sua última vinda gloriosa. Sobre essa realidade, Nossa Senhora disse quando apareceu em Fátima, Portugal, para os pastorinhos em agosto de 1917: “Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.” (Memórias da Ir. Lúcia, p. 179)

A ofensa ao coração de Jesus e de Maria

Maria apareceu em Fátima, de maio a outubro de 1917, como fiel mensageira do Altíssimo, trazendo, em suas doces e graves palavras, a fé na misericórdia de Deus, que está sempre disposto a perdoar o homem arrependido; a esperança de que a humanidade levasse a sério os seus apelos urgentes, assumindo o carisma da reparação por meio da oração e de sacrifícios oferecidos a Deus; e o amor aos princípios evangélicos de Seu Filho Jesus, para que, com o coração centrado n’Ele, a humanidade reencontre a graça da paz, constantemente ameaçada por ideologias diabólicas.
Nossa Senhora enfatizou sobre a necessidade de fazermos reparação em todas as suas aparições, afirmando, na aparição de outubro, que Deus estava muito ofendido por causa dos pecados da humanidade: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido” (Memórias da Ir. Lúcia, p. 181).

Em Pontevedra, Espanha (1925), Nossa Senhora apareceu novamente para Irmã Lúcia, última vivente dos três pastorinhos de Fátima, quando ela estava no convento das Doroteias, para revelar como o seu Coração Imaculado queria reparação. Dessa vez, apareceu com o Menino Jesus, que foi o primeiro a mostrar como o Coração de Sua Santíssima Mãe estava ofendido: “Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”. E a Virgem Maria prossegue com o diálogo:
“Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que, durante cinco meses, ao primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”. (Memórias da Ir. Lúcia, p. 192)

Essa aparição é muito importante, pois, a partir dela, compreendemos que, ao oferecer a Deus atos reparadores, nós O consolamos e também consolamos o Coração de Maria Santíssima, ofendido diretamente e indiretamente por nós, pecadores. Diretamente, pois são muitas as blasfêmias cometidas contra o Seu Imaculado Coração, como Jesus revelou à Ir. Lúcia. “Minha filha, são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.

1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2. Contra a sua Virgindade;
3. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4. Os que procuram publicamente infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5. Os que a ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens.”
(Carta da Ir. Lúcia ao Pe. José Bernardo Gonçalves, SJ, 12.6.1930, no livro A Grande Promessa, pp. 31-32)

Os pecados que atingem indiretamente o Coração Imaculado de Maria são todos aqueles praticados contra o próprio Deus, pois, uma vez que Maria Santíssima é Imaculada, todo pecado contra Deus a atinge.

Nessa aparição de Pontevedra, vemos que Nossa Senhora faz um apelo para encarnarmos o carisma da reparação através de atos reparadores centrados em Cristo, para consolar o Seu Coração Imaculado. Os atos reparadores são estes: a Confissão, a Eucaristia, a oração do Santo Terço e a meditação dos mistérios da vida de Cristo contidos na Sagrada Escritura. Isso nos leva a crer que em Maria tudo é relativo a Cristo, e que Jesus se fez Homem em seu ventre, para nos dar um coração novo, capaz de amar e reparar nossos próprios pecados e os do nosso próximo.

Convidamos você a abraçar essa espiritualidade reparadora a pedido de Jesus e Maria, fazendo-se presente no Santuário do Pai das Misericórdias nos primeiros sábados de cada mês a partir das 10h. Em novembro será no dia 4.

Rezaremos o Santo Terço contemplado, seguido de uma catequese sobre a espiritualidade de Fátima; depois, teremos os 15 minutos de Meditação da Palavra. Concluiremos este momento com uma Missa votiva a Nossa Senhora, às 12h. O primeiro ato reparador a ser vivido deve ser a confissão, para recebermos a comunhão em estado de graça.

Para confessar-se, o peregrino pode ir aos nossos confessionários ou onde lhe for mais acessível. Confira os horários no nosso site: paidasmisericordias.com.

Se você já vive a Devoção Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados e quer testemunhar as graças que tem recebido a partir desta espiritualidade, envie o seu testemunho para o e-mail [email protected]
Que, em tudo, possamos reparar o Imaculado Coração de Maria!

Áurea Maria
Comunidade Canção Nova

Fonte: https://santuario.cancaonova.com/

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Peça aquela graça especial à Protetora dos Enfermos

Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes,
que vos dignastes aparecer a Bernadete,
no lugar solitário de uma gruta,
para nos lembrar que é no sossego e recolhimento
que Deus nos fala e nós falamos com Ele,
ajudai-nos a encontrar o sossego
e a paz da alma que nos ajude a conservar-nos
sempre unidos em Deus.
Nossa Senhora da gruta,
dai-me a graça que vos peço
e tanto preciso:

(pedir a graça)

Nossa Senhora de Lourdes,
rogai por nós.
Amem!

Fonte: Aleteia Brasil

Que tal terminar a jornada colocando sua vida nas mãos de Maria?

Mãe indulgente e boa, esta noite quero depor a teus pés o fardo de meu dia, o fardo de meus trabalhos e de minhas labutas e, sobretudo, o fardo de minhas ofensas e infidelidades ao Senhor. Venho entregar tudo, rogando-te que dirijas ao Pai do Céu um obrigado pela abundância de seus benefícios, e um pedido de perdão por minhas faltas.

E depois de me ter colocado inteiramente entre tuas mãos maternas, venho reclamar, pela última vez, um olhar de benevolência, o sorriso afetuoso que destinas a teus filhos. Depois ter suportado o cansaço de um dia inteiro, ficamos felizes ao encontrar à tarde um refúgio amoroso, uma bondade sorridente.

Teu semblante tão acolhedor e tão compreensivo me fará esquecer todas as dificuldades encontradas e neste dia; poderei dormir na paz, sabendo que continuas a me amar e a velar por mim. Com esta certeza reconfortante, minha fadiga não me impedirá de responder a teu sorriso, e será na doce alegria de tua afeição que abandonarei minha alma ao Senhor para um repouso de todo o meu ser. Amém.

Boa noite Santa Mãe de Jesus e minha mãe amada!

Pai nosso… Ave Maria…

Paz e Bem!

(Fonte: Devocionário Franciscano)

Assim como o Papa João Paulo II consagrou o mundo a Maria, consagre sua vida a Ela hoje!

Assim como o Papa João Paulo II consagrou o mundo a Maria, consagremos hoje nossa vida a Ela!

Oração:

«Ó Mãe dos homens e dos povos, vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao vosso coração. Abraçai, com amor de Mãe e de Serva do Senhor, esse nosso mundo, o qual vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.

De modo especial, entregamos a Ti aqueles homens e aquelas nações que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade.

“À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus! Não desprezeis as súplicas que se elevam de nós que estamos na provação!”

“Encontrando-nos hoje diante Vós, Mãe de Cristo, diante do vosso Imaculado Coração, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos à consagração que, por nosso amor, o vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: ‘Eu consagro-Me por eles — foram as Suas palavras — para eles serem também consagrados na verdade’” (Jo 17, 19).

Queremos nos unir ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e conseguir a reparação.

Neste Ano Santo, bendita sejais acima de todas as criaturas, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento divino. Louvada sejais vós, que estais inteiramente unida à consagração redentora do vosso Filho!

Mãe da Igreja, iluminai o povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade. Iluminai, de modo especial, os povos dos quais vós esperais a nossa consagração e a nossa entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo por toda a família humana do mundo contemporâneo.

Confiando-vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no vosso coração materno.

Oh, Imaculado Coração, ajudai-nos a vencer a ameaça do mal, que se enraíza tão facilmente nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro.

Da fome e da guerra, livrai-nos!

Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável, e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!
Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o gênero de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!

Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!
Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!

Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!

Acolhei, ó Mãe de Cristo, esse clamor carregado do sofrimento de todos os homens. Carregado do sofrimento de sociedades inteiras.

Ajudai-nos, com a força do Espírito Santo, a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o pecado do mundo; enfim, o pecado em todas as suas manifestações.

Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do amor misericordioso. Que ele detenha o mal, transforme as consciências e manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da esperança!

Amém!

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“Tu, porém, ó Mãe Santíssima, pega-nos pela mão e leva-nos a Ele!”

Ó Santíssima Rainha do Céu e da terra,

Tu, Mãe, que, sob teus pés sentiste a terra tremer quando estavas ao pé da Cruz de Jesus, teu Filho, e a espada de dor transpassava a tua alma para te tornares a mãe de todos os viventes, socorre os teus filhos que gemem, assustados, com os tremores do mundo.

Retumba a terra em violentos rugidos; desmoronam em torno de nós o presente e o passado, e as nossas almas perdidas se perguntam: “Que é o homem, Senhor, para dele te lembrares?”.

Feito à imagem e semelhança de Deus e circundado de glória, ele devorou, como um filho dissoluto, os tesouros do Pai; traiu o amor de Jesus; calou a voz do Espírito Santo; fez por merecer o castigo divino.

Tu, porém, ó Mãe Santíssima, cheia de graça e de misericórdia, intercede por nós junto a teu Filho: pega-nos pela mão e leva-nos a Ele, para que converta o nosso coração e perdoe os nossos pecados.

Livres de inquietação e desespero, tenhamos a graça de seguir o caminho da salvação e de cantar para sempre, junto contigo, ó Mãe, as maravilhas de Deus. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Fonte: ALETEIA TEAM

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Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora Nossa!

Ó Senhora minha, ó minha Mãe,

eu me ofereço todo(a) a vós!

E, em prova da minha devoção para convosco,

eu vos consagro neste dia e para sempre

os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.

E porque assim sou vosso(a), ó incomparável Mãe,

guardai-me e defendei-me como propriedade vossa.

Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora Nossa!

Guardai-me e defendei-me como coisa própria Vossa!

Amém!

 

Fonte: ALETEIA TEAM

Vamos interceder pelo Brasil e pelo mundo inteiro?

Virgem Maria,

Nossa Senhora Aparecida,

acolhe nossos corações,

que confiam na tua benevolência.

Guia-nos a Jesus, nosso Salvador,

para receber do seu Sagrado Coração

as graças da sua divina misericórdia.

Nós te apresentamos nosso país

e o mundo inteiro,

suas preocupações e sofrimentos,

seus conflitos,

mas também seus recursos

e suas aspirações.

Acolhe-os, purifica-os,

apresenta-os ao teu Filho,

intercede por nós,

orienta nossas ações ao bem

e guia-nos à verdade.

Nós te consagramos o Brasil

e todos os países do mundo,

na fidelidade, na esperança

e na força do Espírito Santo

recebido em nosso Batismo.

Amém.

Ave-Maria, cheia de graça…

Fonte: ALETEIA TEAM

0 429
La statue Notre-Dame de France. Le Puy-en-Velay, Auvergne.

Vamos interceder pela França e pelo mundo inteiro?

Virgem Maria,

Nossa Senhora da França,

acolhe nossos corações,

que confiam na tua benevolência.

Guia-nos a Jesus, nosso Salvador,

para receber do seu Sagrado Coração

as graças da sua divina misericórdia.

Nós te apresentamos a França

e o mundo inteiro,

suas preocupações e sofrimentos,

seus conflitos,

mas também seus recursos

e suas aspirações.

Acolhe-os, purifica-os,

apresenta-os ao teu Filho,

intercede por nós,

orienta nossas ações ao bem

e guia-nos à verdade.

Nós te consagramos a França

e todos os países do mundo,

na fidelidade, na esperança

e na força do Espírito Santo

recebido em nosso Batismo.

Amém.

Ave-Maria, cheia de graça…

Fonte: ALETEIA TEAM

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“A partir desse momento, José e Maria pertenciam definitivamente um ao outro. Estavam unidos diante de Deus e diante dos homens”

Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo (Mt 1, 16)

O evangelho de São Mateus nos diz que José, depois da aparição do Anjo, fez o que lhe tinha sido prescrito: recebeu Maria em sua casa. O que provavelmente quer dizer que, enquanto estiveram unidos apenas pelos esponsais, o costume ainda não lhe concedia o direito de admiti-la em sua casa; e que, portanto, ambos se apressaram  a ratificar pela cerimônia do casamento a união que tinham contraído.

Conhecemos com bastante precisão como se desenrolavam as cerimônias nupciais nessa época entre os judeus. É evidente que Maria e José, respeitosos como eram dos menores detalhes da lei, tiveram o cuidado de observar exatamente o que os ritos e os costumes tradicionais prescreviam quanto à cerimônia. Maria certamente usou as vestes tradicionais: uma túnica de cores variadas, sobre a qual caía um amplo manto que a cobria da cabeça aos pés; debaixo do véu, sobre o cabelo cuidadosamente penteado, uma coroa de flores e folhas douradas.

Ao cair da noite, deixou-se conduzir à casa de José. Os convidados à boda, vestidos de branco e com um anel de ouro no dedo, escoltavam a liteira; um grupo de donzelas precedia a noiva, cada uma segurando uma lâmpada acesa, enquanto outras balançavam ramos de murta sobre a sua cabeça. Os habitantes de Nazaré, alertados pelo som das flautas e dos tambores, acotovelavam-se curiosamente nos terraços e nos dois lados da rua a fim de verem passar o cortejo e aplaudirem a desposada. Ainda não suspeitavam que era a eleita de Deus, que no seu seio se formava o Messias, objeto de todos os desejos e esperanças da nação.

José esperava Maria à porta de casa, também vestido de branco e coroado de brocado de ouro. Depois de terem sido conduzidos um à presença do outro e terem trocado o anel, ambos se sentaram debaixo de um dossel voltado para Jerusalém, espécie de nicho ricamente preparado com ornamentos dourados e estofos pintados. Maria tomou o lugar à direita de José. Voltaram a ouvir o contrato que se tinha estabelecido por ocasião dos esponsais. Depois, beberam do mesmo copo que, a seguir, foi despedaçado diante deles: o gesto significava que eles deviam estar dispostos a partilhar tanto as alegrias quanto as penas.

O banquete de núpcias deve ter tido lugar na hospedaria de Nazaré; as alegres e festivas comemorações se prolongaram, segundo o costume, durante vários dias.

A partir desse momento, José e Maria pertenciam definitivamente um ao outro. Estavam unidos diante de Deus e diante dos homens. É verdade que Maria tinha sido reservada por Deus para Si, mas fora Vontade desse mesmo Deus dar a um homem mortal, José, o direito de esposo sobre essa criatura privilegiada, bendita entre todas as mulheres. A partir desse momento, Deus lhe colocava entre as mãos aquela que Ele tinha criado com tanto amor, em quem tinha pensado desde toda a eternidade, a quem tinha feito Sua com tanto zelo.

Entre os dois esposos não se estabeleceu nenhum clima de “casamento por conveniência” ou desacordo; era uma união perfeita. É verdade que Maria estava em um grau de santidade mais alto que São José; ele, porém, tinha ouvido do Anjo palavras muito tranquilizadoras: “Não temas receber em tua casa Maria como tua esposa“.

Ao significado dessas palavras podemos acrescentar este outro: “Anima-te. Tu és o homem escolhido por Deus para esposo daquela que acaba de conceber por obra do Espírito Santo. Estarás à altura da tua missão. Ser esposo da Mãe de Deus seria uma função esmagadora para as forças humanas, mas o que é impossível para o homem é possível para Deus: e tu hás de receber as graças necessárias“.

José e Maria são, pois, marido e mulher, sem que esses títulos nada tenham de fictício. Pelo contrário, nunca a terra viu um par de almas, chamadas a viver em comum, unidas num amor tão autêntico. Amam-se em Deus em primeiro lugar e antes de mais nada; é sob a inspiração do Espírito Santo que os seus corações palpitam, com ternura recíproca. A única preocupação que têm é a de fazerem sempre e em tudo a Vontade do Deus três vezes Santo. Esta é a inspiração fundamental que os anima: as suas almas se unem na mútua adoração do seu Mestre divino, e o amor pelo Altíssimo é o alicerce da sua aliança.

E é precisamente nisto que reside a força e a beleza do seu matrimônio. Diz São Paulo, na Epístola aos Romanos (8,38): “Porque eu estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem a força, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Jesus Cristo, nosso Senhor“. É um clamor semelhante a este o que a cada instante faz vibrar o coração de Maria e de José. Assim como o Amor divino é incorruptível, dizem eles um ao outro, assim também o nosso amor é invencível, pois sua força se alimenta de Deus. Eles se dedicam a fazer a vontade um do outro, tanto mais que a sua mútua complacência, longe de os distrair de Deus, não faz outra coisa senão ajudá-los a unir-se ainda mais a Ele.

Desde a primeira troca de promessas fora assim. A partir daquele momento, José não tinha imaginado que o seu amor por Maria pudesse crescer ainda mais. Depois da revelação do Anjo, porém, ela se tornou ainda mais querida para ele e a força do seu amor redobrou, a ponto de agora sentir-se um homem novo. As perfeições de Maria aumentaram pelo fato de a Criança que trazia no seio ser o Deus das promessas, para o qual tinha dirigido todas as suas aspirações. José a olhava e venerava como a uma nova Arca da Aliança, o tabernáculo do Santo dos Santos.

Maria, por sua vez, sentia-se diante de José como diante do representante da autoridade de Deus sobre ela e sobre seu Filho; diante daquele que fora escolhido para ser o coadjutor de Deus no mistério da Encarnação. Por isso, consagrava-lhe uma afeição feita de deferência e de terna e afetuosa submissão. É verdade que tanto um como o outro tinham feito uma promessa de virgindade, mas era justamente isso o que tornava mais estreita a sua união. Foi precisamente porque o amor entre os dois era virginal e a carne não tinha qualquer parte nele que estiveram ao abrigo dos caprichos, das inquietações, das amarguras e das decepções. Exatamente porque são virgens, seus corações ignoram aquilo que São Paulo designa por tribulações da carne (1 Cor 7, 28); e, santos de corpo e de espírito, amam-se com amor sempre capaz de crescer e enriquecer-se: “Ó santa virgindade“, escreve Bossuet, “as vossas chamas são tanto mais fortes quanto mais puras e desprendidas, e o fogo da concupiscência que arde no nosso corpo nunca pode igualar o ardor dos castos abraços entre os espíritos unidos pelo amor à pureza“.

Por outro lado, seria errado imaginar que a união entre Maria e José fosse de ordem estritamente espiritual, que não houvesse nada de sensível no seu afeto mútuo. Não temos nenhum motivo para pensar que não manifestassem um ao outro essa terna afeição que faz palpitar o coração, essa doçura de amor que ilumina o coração dos esposos.

Pressentiria José que Maria, em virtude da sua missão, seria um dia chamada pelo mundo “causa de nossa alegria”? Seja como for, a partir do momento em que a instala em sua casa, para viver junto dela uma vida comum que só a morte poderá interromper, Maria passa a ser para ele uma fonte permanente de transbordante alegria. Enquanto a rodeia desses cuidados e dessas delicadezas que constituirão para ela um verdadeiro tesouro de pensamentos e de recordações, cuidadosamente guardado no seu coração, Maria, por seu lado, comporta-se como uma esposa amorosa e terna, de dedicação pronta e alegre. Há entre eles maravilhosas disputas para ver qual dos dois deve servir mais ao outro: “Eu sou tua serva“, diz Maria; e José responde: “Não, eu é que fui designado por Deus para te servir“.

E, no dia-a-dia do jovem casal, Maria cose e borda as roupas e José aparelha e trabalha o berço onde, em breve, repousará o Filho do Altíssimo, o Rei do Universo, o Salvador do mundo.

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Michel Gasnier, em extrato do livro “José, o Silencioso”

Fonte: ALETEIA TEAM

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Somos filhos de uma Mãe que sabe dos afetos e dos sentimentos de nosso coração. Deixemo-nos ser acompanhados e cuidados por ela!

Na alegria de celebrarmos o Imaculado Coração de Maria, queremos meditar uma nobreza do coração dessa mulher. O coração de Maria é muito ligado ao coração de seu Filho e ao de Deus. O melhor de nós está dentro de nosso coração!

Quando entregamos o nosso coração a alguém, entregamos o melhor de nossa vida, o essencial, o fundamental. O coração conduz nossos sentimentos, afetos e escolhas. Por isso, o coração de Maria pertenceu, em primeiro lugar, a Deus. O coração dela sempre foi puro e imaculado, não se deixou seduzir nem ludibriar pelas seduções dos pecados e prazeres. Aliás, ela tinha um grande prazer: guardar e viver a Lei do Senhor Nosso Deus. Por isso, seu coração era todo do Senhor.

O coração imaculado de Maria é um coração de Mãe, que vibra, sente e caminha na sintonia do Filho.

O coração de um filho vem do coração de uma mãe, e o coração de uma mãe sente o coração de um filho, mesmo que seja muito distante. Fico olhando como nossas mães têm essa facilidade divina de sentir o que se passa com seus filhos quando estes estão contentes, quando estão bem, seja perto ou distante. É uma sintonia que vem desde que a criança é concebida no ventre dela.

Pense que sintonia maravilhosa há entre o coração de Jesus e de Maria! A Mãe foi aquela que primeiro viu, sentiu e vibrou com os batimentos do coração de Jesus, a criança concebida em seu coração. Maria foi aquela que viu e sentiu o coração de Jesus em todas as etapas de sua vida; a criança que aprendeu a andar, a falar, que foi se tornando um adolescente, que se perdeu no templo. Ali estava Maria inquieta, atenta, guardando em seu coração tudo aquilo que sentia a respeito de seu Filho.

Irmãos, somos todos filhos de uma Mãe que sabe dos afetos e dos sentimentos de nosso coração. Deixemo-nos ser acompanhados e cuidados por ela! Convido a todos nós para, no dia de hoje, colocarmos no Coração Imaculado de Maria as disposições do nosso coração.

Se o coração dela era todo de Deus, o nosso coração deseja também ser todo d’Ele!

Deus abençoe você!

Fonte: Pe. Roger Araújo, via Canção Nova

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