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Quando um Papa também chora

As “Sextas-Feiras da Misericórdia” são uma iniciativa criada e praticada pelo Papa Francisco para viver na vida real as 14 obras de misericórdia. Para saber mais sobre essa bela iniciativa, acesse este artigo.

E a seguir você descobre duas experiências que o Papa Francisco viveu em suas Sextas-Feiras da Misericórdia e que o emocionaram de modo muito particular, conforme depoimentos dados por ele próprio:

1 – A vítima de prostituição que era torturada pelos seus exploradores

“Visitei as mulheres que estão sendo resgatadas do sofrimento da prostituição. Lembro-me de uma africana: muito bonita, muito jovem… e explorada. Ela estava grávida. Não apenas tinha sofrido a exploração como ainda tinha sido forçada a sofrer agressões e torturas. ‘Tem que ir trabalhar’…

Quando ela me contou a sua história, havia outras 15 moças me contando as delas. Uma dizia: ‘Padre, eu dei à luz na rua, no inverno. Sozinha. A minha menina morreu’. Eles a obrigaram a trabalhar até aquele dia, porque, se ela não levasse um bom dinheiro aos exploradores, era espancada e até torturada. De outra moça eles cortaram a orelha…

Eu pensei não só nos exploradores, mas naqueles que pagavam as moças: será que eles não sabem que, com aquele dinheiro, para obter uma satisfação sexual, estavam ajudando os exploradores?”

2 – A mãe de três bebês, desesperada com a morte de um deles

“Um dia eu fui acompanhar dois pontos extremos da vida: o início e o fim. Fui ao hospital próximo à clínica Gemelli, um hospital que tem relação com o Gemelli, mas que é para doentes terminais.No mesmo dia, fui também ao hospital San Giovanni. Visitei a maternidade e havia lá uma mulher chorando, chorando, chorando, diante dos seus filhos gêmeos… pequeninos, mas muito lindos. Seu terceiro filhinho tinha morrido. Eram três, mas um deles estava morto. Ela chorava pelo filho morto, enquanto acariciava os outros dois. O dom da vida.Então pensei no hábito de descartar os bebês antes mesmo do nascimento, esse crime horrendo: eles são descartados ‘porque é melhor assim’, ‘porque é mais cômodo’… É um pecado gravíssimo, é uma responsabilidade muito grande.Aquela mãe que teve três filhos chorava pelo filho que tinha morrido e não conseguia se consolar com os dois que estavam vivos. O amor à vida em qualquer situação… é algo muito grande…”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Esta iniciativa, implantada (e praticada) pelo Papa Francisco, pode transformar profundamente a sua vida (e a de muita gente)

Na semana passada, muita gente se emocionou com a visita-surpresa que o Papa Francisco fez a uma das quatro unidades do Hospital Infantil Bambino Gesù, a maior entidade pediátrica da Europa, gerida pelo Vaticano na Itália. Esta visita foi mais uma concretização de uma iniciativa criada pelo próprio Papa durante o último Jubileu da Misericórdia (8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016): as “Sextas-Feiras da Misericórdia”.

Ao longo do Jubileu, um dos aspectos que o Papa Francisco mais destacou foi a importância de vivermos a misericórdia na prática e não apenas de palavra. Primeiramente, precisamos nos deixar ser “misericordiados” pelo Senhor, isto é, acolhidos pelo Seu amor inclusive com as nossas misérias; e, como fruto dessa experiência pessoal da misericórdia divina, abrir o nosso próprio olhar e o nosso coração ao próximo, que, assim como nós, também é cheio de misérias e precisa ser acolhido tanto por Deus quanto pelos outros. Desse olhar misericordioso brotam as 14 obras de misericórdia, que Cristo pediu que todos nós pratiquemos: as 7 obras de misericórdia corporal e as 7 obras de misericórdia espiritual:

PARA RECORDAR QUAIS SÃO AS 14 OBRAS DE MISERICÓRDIA, CLIQUE AQUI

Nessa dinâmica miséria-misericórdia, o Papa Francisco concretizou a iniciativa das “Sextas-Feiras da Misericórdia”, uma série de visitas-surpresa que acabaram se tornando momentos dentre os mais emocionantes, significativos e objetivos do Jubileu.

Para nos inspirarmos a praticar a misericórdia neste novo ano de 2018, repassaremos a seguir algumas das visitas feitas pelo Papa nas suas Sextas-Feiras da Misericórdia:

Dezembro 2015: a “Porta Santa da Caridade” num albergue para pessoas sem teto

Dez dias depois de ter aberto a Porta Santa da Basílica de São Pedro, o Papa foi até um albergue dirigido pela Cáritas e celebrou uma missa com 200 pessoas, entre sem-teto atendidos pela instituição, funcionários e voluntários. Ele abriu lá dentro a “Porta Santa da Caridade”, a primeira Porta Santa da história da Igreja que não fica numa grande catedral ou basílica: era uma simples porta, repleta de simbolismo, no meio de pessoas necessitadas.

Janeiro 2016: pacientes em estado vegetativo

O Papa visitou uma clínica para doentes em estado vegetativo e um lar para idosos, em clara chamada de atenção para a dignidade de toda vida humana, inclusive nas situações de fragilidade – em que muitas pessoas são abandonadas ou ignoradas.

Fevereiro 2016: dependentes químicos em recuperação

Em Castelgandolfo, onde se localiza a tradicional residência pontifícia de verão a cujo uso Francisco renunciou, ele visitou uma comunidade na qual são tratados jovens em luta contra a dependência química.

Março 2016: o lava-pés com refugiados

Na Quinta-Feira Santa, o Papa foi ao centro de acolhimento de refugiados de Castelnuovo di Porto, que hospedava 900 pessoas de cerca de 20 países, e, durante a tradicional Celebração da Ceia do Senhor, lavou os pés de doze refugiados, entre eles um hindu e três muçulmanos.

Abril 2016: campo de refugiados de Lesbos, Grécia

Desta visita emblemática, durante a qual foi acompanhado pelo patriarca Bartolomeu e pelo arcebispo Hieronimos, Francisco voltou a Roma levando consigo no avião três famílias de refugiados sírios, que foram acolhidas na Itália.

Maio 2016: pessoas com deficiências mentais

Em Ciampino, arredores de Roma, o Papa visitou a comunidade “Il Chicco” (“O Grão”, em italiano), onde vivem 18 pessoas com problemas mentais. Ele lanchou com os membros e voluntários da comunidade, ouviu testemunhos e visitou as oficinas onde cada um deles, de acordo com suas próprias capacidades, faz trabalhos manuais.

Junho 2016: sacerdotes idosos e enfermos

Francisco foi a duas comunidades que acolhem padres idosos e doentes: a casa Monte Tabor, onde moram oito sacerdotes enfermos, e a casa São Caetano, onde vivem 21 padres idosos da diocese de Roma.

Julho 2016: um hospital pediátrico e o campo de concentração de Auschwitz

Durante a Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, o Papa foi até um hospital que atende todos os anos milhares de crianças com diversos desafios de saúde. Ele também fez uma visita silenciosa ao campo de concentração nazista de Auschwitz, que hoje é mantido como museu.

Agosto 2016: vítimas da prostituição

Francisco visitou a Comunidade Papa João XXIII, que acolhe mulheres libertadas da prostituição forçada. A maioria vem dos Bálcãs e da África. Todas sofreram brutalidades físicas e agora vivem sob proteção, pois escaparam de seus captores. O Papa disse às jovens: “Peço perdão por todos os católicos e fiéis que exploraram, abusaram e violentaram vocês”.

Setembro 2016: UTI neonatal e unidade para doentes de câncer em fase terminal

O Papa voltou a enfatizar o valor da vida humana em suas horas de maior fragilidade, tanto no início quanto no fim: desta vez, ele visitou uma UTI neonatal e uma unidade de tratamento de pacientes de câncer em estágio terminal. Francisco abraçou, consolou e deu forças, em especial, aos pais dos bebês enfermos.

Outubro 2016: orfanato em Roma

O Santo Padre visitou a Vila SOS de Roma. Trata-se de uma estrutura formada por 5 casas, em cada uma das quais vivem no máximo 6 meninos e meninas de até 12 anos, acompanhados por uma responsável que é chamada de “mãe SOS”. As crianças mostraram ao Papa o jardim e o parquinho, além dos seus quartos e brinquedos.

Novembro 2016: famílias de sacerdotes que deixaram o ministério

Francisco foi até um apartamento romano em que estavam reunidas sete famílias formadas por homens que deixaram o ministério sacerdotal e dedicou parte da tarde a conhecê-los e ouvir a sua história.

Inspiração para você

Certamente existem pessoas perto de você que ficarão muito felizes em receber uma visita marcada pela escuta, pelas palavras de carinho, pelo abraço fraterno, pela oração de um Pai-Nosso ou de uma Ave-Maria… Pode ser um orfanato, um asilo de idosos, um hospital, uma associação beneficente, uma entidade para pessoas com algum tipo de deficiência, ou simplesmente um vizinho idoso, uma família carente, uma pessoa nova no bairro…

Pense um pouco. Quem você vai visitar na sua próxima Sexta-Feira da Misericórdia?

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Diante, portanto, da “própria fidelidade” que é Deus, podemos nos perguntar: nós sentimos o Seu “carinho”, o Seu “cuidar” de nós e o Seu “procurar-nos” quando nos afastamos?

Quando Deus dá um dom, este é irrevogável. Isto é, não pode ser desfeito, não dá hoje e tira amanhã. Quando Deus chama, esta chamada permanece toda a vida. Assim tem início a homilia do Papa na Casa Santa Marta, inspirada pela “eleição de Deus”, presente na leitura do dia de São Paulo aos Romanos.

Na história da salvação, explicou o Papa, três foram os dons e os chamados de Deus ao seu povo. Todos irrevogáveis, porque Deus é fiel: “o dom da eleição, da promessa e da aliança”. Foi assim para Abraão, e é assim para cada um de nós:

“Cada um de nós é um eleito, uma eleita de Deus. Cada um de nós carrega uma promessa que o Senhor fez: ‘Caminha na minha presença, seja irrepreensível e eu lhe farei isso’. E cada um de nós faz alianças com o Senhor. Pode fazê-las, não quer fazê-las – é livre. Mas isso é um fato. E também deve ser uma pergunta: como sinto eu a eleição? Ou me sinto cristão por acaso? Como eu vivo a promessa, uma promessa de salvação no meu caminho, e como sou fiel à aliança? Como Ele é fiel?”.

Diante, portanto, da “própria fidelidade” que é Deus, podemos nos perguntar: nós sentimos o Seu “carinho”, o Seu “cuidar” de nós e o Seu “procurar-nos” quando nos afastamos?

E ainda, prosseguiu Francisco comentando a leitura de São Paulo: falando da eleição de Deus, o Apóstolo repete quatro vezes duas palavras: “desobediência” e “misericórdia”. Onde há uma, comentou o Papa, está a outra. Este é o nosso caminho de Salvação:

“Isso quer dizer que no caminho da eleição, rumo à promessa e à aliança, haverá pecados, haverá a desobediência, mas diante desta desobediência há sempre a misericórdia. É como a dinâmica do nosso caminhar rumo à maturidade: sempre há a misericórdia, porque Ele é fiel, Ele não revoga os seus dons. Os dons são irrevogáveis e isso tudo está interligado, por quê? Porque diante das nossas fraquezas, dos nossos pecados, há sempre a misericórdia e quando Paulo chega a esta reflexão, faz um passo a mais: não de explicação a nós, mas de adoração.”

Francisco recomendou adoração e louvor silencioso diante “deste mistério da desobediência e da misericórdia que nos faz livres e diante desta beleza dos dons irrevogáveis como são a eleição, a promessa e a aliança”:

“Penso que pode nos fazer bem, a todos nós, pensar hoje na nossa eleição, nas promessas que o Senhor nos fez e como eu vivo a aliança com o Senhor. E como me deixo – permitam-me a palavra – misericordiar pelo Senhor, diante dos meus pecados, das minhas desobediências. E, no final, se eu sou capaz – como Paulo – de louvar Deus por aquilo que me deu, a cada um de nós: louvar e fazer aquele ato de adoração. Mas jamais se esquecer: os dons e a chamada de Deus são irrevogáveis”.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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“Honraremos aqueles que foram morar com Deus”, completa o jogador que sobreviveu à tragédia da Chapecoense

O jogador Alan Ruschel, da Chapecoense, sobrevivente da tragédia com o voo da LaMia na Colômbia, deu mostras da sua fé e gratidão pelo milagre da vida e da recuperação ao postar a seguinte mensagem na rede social Instagram:

Os planos de Deus são maiores que os meus, tão grande que eu não posso imaginar?? Obrigado a todos pelo carinho,pela força, pelas orações e pensamentos positivos. Seguimos na luta e honraremos aqueles que foram morar com Deus. Pai, peço que ampare seus familiares e que os conforte!! Deus, obrigado pela misericórdia deste milagre, o Senhor é maravilhoso. OBRIGADO! ????

ALIANÇA

O lateral esquerdo da Chapecoense comoveu o mundo quando chegou em estado de choque ao hospital, na Colômbia, mas não parou de perguntar por sua família. Ele fez um pedido arrepiante à equipe médica:Guardem a minha aliança“!

SALVO POR UMA CRIANÇA

O resgate de Alan Ruschel também chamou a atenção do planeta por causa da surpreendente ajuda de um adolescente desconhecido, que, no caos daquela noite chuvosa, guiou os bombeiros até o local da tragédia.

FONTE: ALETEIA BRASIL

Para recuperar a paz interior e descansar com o coração unido a Deus

Meu Pai,
agora que as vozes silenciaram
e os clamores se apagaram,
aqui ao pé da cama
minha alma se eleva a Ti, para dizer:
Creio em Ti, espero em Ti,
e amo-te com todas as minhas forças,
glória a Ti, Senhor!

Deposito nas tuas mãos a fadiga e a luta,
as alegrias e desencantos
deste dia que ficou para trás.
Se os nervos me traíram,
se os impulsos egoístas me dominaram
se dei lugar ao rancor ou à tristeza,
perdão, Senhor!
Tem piedade de mim.

Se fui infiel,
se pronunciei palavras em vão,
se me deixei levar pela impaciência,
se fui um espinho para alguém,
perdão Senhor!

Nesta noite
não quero entregar-me ao sono
sem sentir na minha alma
a segurança da tua misericórdia,
a tua doce misericórdia
inteiramente gratuita.

Senhor! Eu te agradeço, meu Pai,
porque foste a sombra fresca
que me cobriu durante todo este dia.
Eu te agradeço porque,
invisível, carinhoso e envolvente,
cuidaste de mim como uma mãe,
em todas essas horas.

Senhor! Ao redor de mim
tudo já é silêncio e calma.
Envia o anjo da paz a esta casa.
Relaxa meus nervos,
sossega o meu espírito,
solta as minhas tensões,
inunda meu ser de silêncio e de serenidade.

Vela por mim, Pai querido,
enquanto eu me entrego confiante ao sono,
como uma criança
que dorme feliz em teus braços.
Em teu Nome, Senhor, descansarei tranquilo.

Amém.

(Frei Ignacio Larrañaga, manual de oração “Encontro”)

Fonte: ALETEIA TEAM

“A porta da misericórdia de Deus é sempre aberta para todos. Deus não tem preferências”

“Nossa vida não é um videogame e nem uma novela. Nossa vida é uma coisa séria e o objetivo a alcançar é importante: a salvação eterna”. Assim disse o Papa em sua reflexão neste domingo (21/08). Aos milhares de fiéis que neste domingo ensolarado tomaram a Praça São Pedro, o Papa falou sobre a salvação representada pela porta de Jesus, que conduz ao perdão do Pai.

Porta de Jesus é sempre aberta para todos

“A porta da misericórdia de Deus – prosseguiu – é sempre aberta para todos. Deus não tem preferências, pois acolhe sempre todos, sem distinção. E a salvação que Ele nos dá é um fluxo incessante de misericórdia que derruba qualquer barreira e abre para surpreendentes perspectivas de luz e de paz”.

No Evangelho de Lucas, Jesus adverte: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos ten­tarão entrar e não conseguirão”. “Esta porta não é estreita porque é oprimente – explicou o Papa – mas porque assim, nós limitamos e contemos nosso orgulho e nosso medo; e nos abrimos com coração humilde e confiante a Ele, reconhecendo-nos como pecadores e necessitados de seu perdão”.

Em silêncio para meditar com os fiéis

Improvisando, o Papa propôs aos presentes que pensassem em silêncio alguns instantes nas coisas que cada um têm dentro e que impedem que se atravesse esta porta: o orgulho, a soberba, os pecados…

“Depois, pensemos na outra porta, aquela que está escancarada… a da misericórdia de Deus que nos espera do outro lado, para nos perdoar. Esta porta é a ocasião”.

Referindo-se ainda à narração de Lucas, Francisco lembrou que “a um certo ponto, o dono da casa se levanta e fecha a porta. “Mas se Deus é bom e nos ama, por que fecha a porta? Porque nossa vida não é um videogame e nem uma novela. Nossa vida é uma coisa séria e o objetivo a alcançar é importante: a salvação eterna. Ao entrar pela porta de Jesus, a porta da fé e do Evangelho, deixamos para trás atitudes mundanas, maus hábitos, egoísmos e fechamentos”.

Maria nos ajude a compreender

A exortação final do Pontífice foi a Maria: “a ela, peçamos que nos ajude a entender as ocasiões que o Senhor nos oferece para atravessar a porta da fé e percorrer uma estrada maior: o caminho da salvação, capaz de acolher todos os que se deixam envolver pelo amor. É o amor que salva; é o amor que na terra é fonte de bem-aventuranças para aqueles que na mansidão, na plenitude e na justiça, se esquecem de si e se doam aos outros, especialmente aos mais frágeis”.

Fonte: Rádio Vaticano

Aos padres, Papa fala sobre a confissão e a misericórdia

“O melhor confessor costuma ser o que melhor se confessa”: este foi o conceito inicial expresso pelo Pontífice na manhã de quinta-feira (02/06), em sua segunda meditação aos sacerdotes participantes do Jubileu dos Sacerdotes.

O encontro se realizou na Basílica de Santa Maria Maior, às 12h, horário de Roma. Antes de iniciar a sua meditação, o Papa se deteve em oração diante do ícone de Maria, Salus Popoli Romani, que habitualmente venera antes e depois de suas viagens apostólicas.

Estavam presentes muitos cardeais e colaboradores da Cúria Romana. A Basílica estava repleta também de sacerdotes e seminaristas.

O tema da reflexão de Francisco foi “O recipiente da misericórdia”, que é o nosso coração ferido e cicatrizado com a misericórdia e o perdão de Deus.

“Deus não Se cansa de perdoar, mesmo quando vê que a sua graça não consegue criar raízes fortes no terreno do nosso coração, que é caminho duro, agreste e pedregoso. Ele volta a semear a sua misericórdia e o seu perdão, renova assim o odre em que recebemos o seu perdão; o nosso coração se torna ‘misericordiado’ e misericordioso”, disse o Papa.

Grandes Santos, grandes pecadores

Prosseguindo, explicou que “no exercício da misericórdia que repara o mal alheio, não há ninguém melhor do que a pessoa que possui a sensação de ter sido ‘misericordiada’ do mesmo mal.

E citou como exemplo aqueles que trabalham com viciados, que são as pessoas que melhor compreendem, ajudam e sabem exigir dos outros, porque já foram resgatadas.

Neste sentido, Francisco lembrou que quase todos os grandes Santos foram grandes pecadores, como Paulo, Pedro, João, Agostinho, Francisco, Inácio, o Santo Cura d’Ars, o Beato argentino Cura Brochero.

O Papa, que visitou o México em fevereiro passado, revelou aos participantes do encontro que quando esteve diante da imagem da Virgem de Guadalupe, rezou e pediu a Ela pelos sacerdotes, para que sejam bons padres. Então lhes falou sobre os ‘modos’ de olhar de Nossa Senhora.

Acolhida, tecelagem, atenção 

O primeiro é o olhar que acolhe, onde os homens, sempre órfãos e deserdados, buscam um abrigo, um lar. Um outro ‘modo de olhar de Maria’ tem a ver com a tecelagem: Ela olha ‘tecendo’, vendo como pode combinar para bem todas as coisas que o povo Lhe apresenta:

“A misericórdia faz a mesma coisa: não nos ‘pinta’ por fora uma cara de bons, não faz ‘photoshop’, mas com os fios de nossas ‘misérias’ e pecados, entrelaçados com amor de Pai, tece-nos de tal maneira que a nossa alma se renova recuperando a sua verdadeira imagem: a de Jesus”. Consequentemente, exortou os sacerdotes:

“Sejam capazes de imitar esta liberdade de Deus; não se deixem levar pela vã pretensão de mudar o povo, como se o amor de Deus não tivesse força suficiente para o mudar”.

O terceiro modo de olhar é o da atenção: Maria se concentra e se envolve inteiramente com a pessoa que tem à sua frente, como uma mãe quando só tem olhos para o seu filho que lhe conta alguma coisa.

“Nestas situações, alertou Francisco, nunca falte a sua paternidade de bispos para com os seus sacerdotes. Encorajem a comunhão entre eles; façam com que possam aperfeiçoar os seus dons; insiram-nos nas grandes causas, porque o coração do apóstolo não foi feito para coisas pequenas”.

Finalmente, Maria olha de modo ‘integral’, unindo tudo: o nosso passado, presente e futuro. Não tem uma visão fragmentada, pois a misericórdia sabe ver a totalidade e intui aquilo que é mais necessário.

Maria, sinal e sacramento da misericórdia de Deus

O Pontífice conclui rezando a Maria, Mãe da Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa: “Seus olhos misericordiosos são aqueles que consideramos o melhor recipiente da misericórdia, nos fazem ver as obras da misericórdia de Deus na história dos homens e descobrir Jesus em seus rostos”.

Fonte: Rádio Vaticano

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Dirty hands holding an old bible. Very short depth-of-field

Ninguém é feliz se não viver segundo a santa lei de Deus, e a razão é simples: ninguém nos ama mais do que Deus; ele é nosso Criador, e nos conhece como ninguém, logo, a sua lei para nós é perfeita. E ninguém é mais sábio, douto, santo e poderoso do que Ele.

Disse o salmista: “Vossos mandamentos continuam a ser minhas delícias. Eterna é a justiça das Vossas prescrições, dai-me a compreensão delas para que eu viva”. (Sl 118,143 -144)

Nosso mundo moderno e autossuficiente, infelizmente já não precisa mais de Deus; vive como se Deus não existisse, disse o Papa João Paulo II, e sofre.

Ninguém é feliz de verdade sem obedecer a Deus. Será que há alguém mais sábio do que Ele?

Os homens criaram milhares de leis e códigos de Direito para serem felizes, mas infelizmente não querem obedecer a apenas “Dez Mandamentos” que o Criador nos deu para sermos felizes… Se os homens seguissem voluntariamente esses Mandamentos, não seriam necessários tantos códigos de leis, tanta polícia e tantos presídios.

Deus é o Criador de todas as coisas; logo, não pode haver leis melhores que as Suas.

Gandhi disse: “Sem religião eu não poderia viver um instante sequer. Uma vida sem religião é como um barco sem leme. É a religião que dá base moral a todas as outras atividades. A oração não é um passatempo de velhinhos. É o meio mais potente de ação. Sem a oração não temos consciência da nossa fraqueza.”

Ter fé no amor de Deus é crer que Ele se interessa, apaixonada e continuamente, por cada um de nós. É muito importante repetir: Deus sabe tudo a meu respeito; pode tudo para mim, toma conta de tudo, e me ama infinitamente. É preciso saber escutar Deus falar pelas circunstâncias e pelos acontecimentos da vida. Acostume-se a perguntar: o que Deus está me dizendo com este fato? E peça ao Espírito Santo que lhe dê o discernimento para entender.

Acreditamos, muitas vezes, que Deus não ouve nossas perguntas. Ao contrário, nós é que não escutamos suas respostas, disse certa vez François Mauriac. Ele disse que o drama da nossa vida consiste na resistência que opomos ao paciente trabalho de Cristo sobre o nosso destino.

Para conversar, devemos antes calar… Se quisermos conversar com Deus precisamos fazer silêncio para que Ele possa falar.

Tudo o que nos acontece, acontece para nos ajudar a subir; são degraus escolhidos pelo próprio Deus.

Montesquieu rezava assim: “Senhor Deus! Dai-nos as coisas boas, ainda que não as imploremos, e recusai-nos as perigosas, mesmo que as supliquemos”. Pedimos a Deus o que nos agrada, mas Ele nos dá o que precisamos. Deixemos Deus conduzir a nossa pequena embarcação; se ela Lhe for útil Ele a preservará do naufrágio. (São Vicente de Paulo)

Quando tudo nos abandona, abandonemos tudo a Deus.

Santa Teresa de Ávila dizia que: “Deus jamais abandona aqueles que confiam plenamente Nele, e chegará para isso até o milagre, se for necessário!”

O grande Cardeal Wyszinski, polonês amigo íntimo de João Paulo II, preso muitas vezes pelos comunistas, dizia: “Mesmo se nos arrancam a última camisa, a nossa confiança em Deus permanece”. Não me compete pensar em mim. O que me compete é pensar em Deus. Ele que pense em mim; era o lema dos santos.

O que agrada a Deus em minh’alma… é a esperança cega que tenho em sua misericórdia! (Santa Teresa Do Menino Jesus)

George Bernanos disse que: “A única desgraça irreparável é a de nós defrontarmos um dia sem arrependimento diante da Face que perdoa.”

Ninguém pode seguir os Mandamentos de Deus se não amar a Deus. Aquele que é dócil a Deus é também manso para com os homens. A obediência a Deus supera toda a glória humana.

Alguns pensam que podem ser felizes de costas voltadas para Deus; é o maior engano de nossos dias. Toda a tragédia humana se resume na realidade do pecado; palavra que os homens de hoje não gostam de ouvir, mas que expressa a resistência à vontade de Deus. São Paulo foi fulminante quando disse: “O salário do pecado é a morte!” (Rom 6,23).

Você já pensou se ao invés de colocar óleo no motor do seu carro, você teimasse em colocar apenas água, com a justificativa de que o óleo é caro? O motor do seu carro fundiria.

Já pensou se você ligasse o seu ventilador de 110 volts, em uma tomada de 220 V, para que ele ventilasse mais forte?” O seu ventilador também fundiria o motor?

Por que isto acontece?

Por que você desrespeitou o catálogo do projetista dessas máquinas. Ora, quem é o Projetista do homem? É Deus. Só os cegos podem crer que o acaso possa ter criado o mundo e homem. Eu não sou “filho do nada”; eu sou “filho de Deus”, que me amou desde toda eternidade e me fez tão belo; me “teceu no seio de minha mãe” (Sl 138).

Toda vez que alguém desobedece o Catálogo do Criador, e não cumpre os seus Mandamentos, destrói a sua obra mais bela, o ser humano. Portanto, sejamos inteligentes e espertos, se queremos ser felizes, vamos viver plenamente segundo a lei de Deus, com alegria e convicção. E também, ensiná-la aos outros e aos filhos para que sejam felizes. Você não obriga seus filhos a tantas coisas: ir para a escola, tomar as vacinas, fazer as tarefas, etc. Ora, mais importante ainda é obrigar os filhos a seguir a lei santa de Deus.

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1 – Ninguém se sinta seguro nesta vida, que é uma contínua tentação. Não aconteça que quem conseguiu ser melhor torne-se pior. Minha única esperança, minha única confiança, minha única firmeza é a misericórdia de Deus. (Santo Agostinho)

2 – Agrada sumamente a Deus, a nossa confiança em sua misericórdia, porque assim honramos e exaltamos aquela sua infinita bondade que Ele quis manifestar ao mundo nos criando. (Santo Afonso de Ligório)

3 – A oração constante obtém a misericórdia de Deus, mesmo para os que não são seus amigos. (Santo Afonso)

4 – O desprezo voluntário à Minha misericórdia constitui pecado mais grave que todos os anteriores. É o pecado que não será perdoado nem aqui nem no além. (Deus a Santa Catarina, Diálogos)

5 – Por falta de confiança na Minha misericórdia, corre-se o risco de cair no desespero, um dos enganos a que o demônio pode conduzir meus servidores. (Santa Catarina, Diálogos)

6 – Conservai o coração aberto ao Meu incomensurável perdão. (Santa Catarina, Diálogos)

7 – Nunca desanimes de pedir Meu auxílio. Não abaixes a voz ao suplicar a Minha misericórdia para o mundo. (Santa Catarina, Diálogos)

8 – O pecado de desespero desagrada-Me e prejudica os homens mais do que todos os outros males. (Santa Catarina, Diálogos)

9 – Quem desespera, despreza minha misericórdia e julga que seu pecado é maior que minha bondade. (Santa Catarina, Diálogos)

10 – É o pecado do desespero que conduz o homem ao inferno. (Santa Catarina, Diálogos)

11 – Minha misericórdia é infinitamente maior do que todos os pecados que o homem possa cometer. Entristece-Me o fato de que alguém considere suas faltas maior que o Meu perdão. Esse é o pecado que não será perdoado nem neste século, nem no outro (Mt 12, 32). (Santa Catarina, Diálogos)

12 – Quanto mais nos sentimos miseráveis, tanto mais devemos confiar na misericórdia de Deus. Porque, entre a misericórdia e a miséria, há uma ligação tão grande que uma não pode se exercer sem a outra. (São Francisco de Sales)

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